Ativistas rejeitam pedidos de prefeito de Nova York para encerrar protestos

 Os manifestantes que têm saído às ruas nas últimas semanas para protestar contra o uso excessivo da força policial rejeitaram o pedido do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, para suspender as manifestações após o assassinato de dois policiais

Manifestante protesta em memorial no Brooklyn, Nova York. 22/12/2014.         REUTERS/Carlo Allegri
Manifestante protesta em memorial no Brooklyn, Nova York. 22/12/2014. REUTERS/Carlo Allegri (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Jonathan Allen

NOVA YORK (Reuters) - Os manifestantes que têm saído às ruas nas últimas semanas para protestar contra o uso excessivo da força policial rejeitaram o pedido do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, para suspender as manifestações após o assassinato de dois policiais, e prometeram marchar para o centro de Manhattan na noite de terça-feira.

De Blasio e outros políticos pediram que as tensões se esfriassem após dois policiais terem sido surpreendidos em seu carro de patrulha, chocando a cidade que estava vendo protestos pacíficos para protestar contra as decisões dos júris de Nova York e de Missouri, que não indiciaram dois policiais brancos nas mortes de dois homens negros desarmados.

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Desde sábado, alguns ativistas se envolveram em protestos contra os assassinatos dos policiais Rafael Ramos, de 40 anos, e Wenjian Liu, 32.

A Answer Coalition organiza uma marcha na 5a avenida em Manhattan e disse que "um protesto pacífico contra a violência policia" aconteceria como planejado. "O pedido do prefeito para a suspensão da democracia e pelo exercício de direitos de livre expressão diante da face da atual injustiça é um absurdo".

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Os assassinatos de Ramos e Liu eletrizaram as tensões entre a prefeitura, o departamento de polícia e os manifestantes reformistas que votaram em de Blasio, um democrata liberal, em grandes números para comandar a maior cidade dos Estados Unidos, que tem oito milhões de pessoas.

Manifestações similares, algumas mais violentas, aconteceram nos Estados Unidos, provocando um debate acirrado sobre a maneira na qual as polícias norte-americanas tratam cidadãos não-brancos, envolvendo até o presidente Barack Obama e seu procurador geral, Eric Holder.

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De Blasio pediu na segunda-feira que os protestos cessassem depois dos funerais dos dois policiais.

O ataque de sábado deixou as forças policiais dos Estados Unidos em alerta. A polícia de Chicopee, no estado do Massachusetts, disse na terça-feira que tentaria trazer à justiça um homem por ter postado a frase "coloque asas nos porcos" em sua página do Facebook, uma frase semelhante à utilizada pelo homem que baleou os policiais em Nova York.

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O atirador, Ismaaiyl Brinsley, negro, e que nas redes sociais postou que seus planos estavam ligados às morte de Eric Garner, de 43 anos, em Staten Island, em Nova York, e de Michael Brown, de 18 anos, em Ferguson, no Missouri. Brinsley se matou após balear os dois policiais.

De Blasio, que fez campanha prometendo aprimorar as relações entre a polícia e membros de comunidades de minorias, foi duramente criticado pelo maior sindicato de policiais da cidade por não apoiar suficientemente as forças policiais.

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Mas o prefeito rebateu nervoso as acusações na segunda-feira, dizendo não haver conflito entre criticar a violência policial e apoiar policiais.

Emerald Garner, filha de Eric Garner, deixou flores e velas em um memorial que marca o lugar onde Ramos e Liu foram mortos.

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"Meu pai não era um homem violento, usar seu nome para fazer algo violento definitivamente não é algo que meu pai gostaria" disse ela a jornalistas.

Liu havia se casado dois meses antes de sua morte. Sua viúva, Pei Xia Chen, saiu de sua casa no Brooklyn com seus parentes na segunda-feira à noite.

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"É uma hora difícil para nossas famílias", disse. "Mas vamos nos manter juntos e passar por isso juntos".

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