Atentado fortalece extrema direita na França

Série de ataques a mesquitas e locais de concentração de muçulmanos deixa governo francês em alerta sobre reação ‘islamofóbica’ ao atentado na redação do Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e mais de dez pessoas feridas na tarde de ontem; a líder da Frente Nacional Francesa, Marina Le Pen, afirmou que o episódio de quarta-feira iria "libertar a palavra face ao fundamentalismo islâmico"; texto de Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris  

Série de ataques a mesquitas e locais de concentração de muçulmanos deixa governo francês em alerta sobre reação ‘islamofóbica’ ao atentado na redação do Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e mais de dez pessoas feridas na tarde de ontem; a líder da Frente Nacional Francesa, Marina Le Pen, afirmou que o episódio de quarta-feira iria "libertar a palavra face ao fundamentalismo islâmico"; texto de Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris
 
Série de ataques a mesquitas e locais de concentração de muçulmanos deixa governo francês em alerta sobre reação ‘islamofóbica’ ao atentado na redação do Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e mais de dez pessoas feridas na tarde de ontem; a líder da Frente Nacional Francesa, Marina Le Pen, afirmou que o episódio de quarta-feira iria "libertar a palavra face ao fundamentalismo islâmico"; texto de Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris   (Foto: Roberta Namour)


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Por Roberta Namour, correspondente do 247 em Paris - Uma explosão de origem criminosa foi registrada nesta quinta-feira, em frente a um restaurante de kebabs próximo a uma mesquita na cidade de Villefranche-sur-Saône (leste da França) sem deixar vítimas, anunciaram fontes judiciais. “É um ato criminoso”, indicou à AFP uma fonte da prefeitura.

Na noite de ontem, por volta das 20h, disparos também foram feitos contra uma sala de culto islâmico em Port-la Nouvelle, na região de Aude. Granadas também foram arremessadas contra uma mesquista em Mans.

Os episódios não foram oficialmente relacionados com o ataque à redação do jornal Charlie Hebdo, que deixou 12 mortos e mais de dez pessoas feridas. No entanto, já é considerado como uma resposta da crescente ‘islamofobia’ no país.

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Ontem, a líder da Frente Nacional Francesa (FN, extrema-direita), Marina Le Pen, considerou que o atentado de quarta-feira iria "libertar a palavra face ao fundamentalismo islâmico".

"Não nos devemos calar mas antes começar a chamar as coisas pelo seu nome... Foi um atentado terrorista cometido em nome do islamismo radical". A dirigente da extrema-direita sublinhou ainda que "deve ser proclamado em alto e bom som a rejeição absoluta do islamismo radical".

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Abaixo, reportagem da Agência Brasil sobre os ataques:

Locais de cultos muçulmanos na França são alvo de atos criminosos

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Da Agência Lusa - Locais de culto muçulmano foram alvo nas últimas horas de atos criminosos em três cidades da França. Os ataques não causaram vítimas disseram fontes judiciais um dia depois do ataque contra o semanário francês Charlie Hebdo, em que 12 pessoas foram assassinadas e 11 ficaram feridas.

Em Mans – Oeste do país –, foram lançadas três granadas e feito pelo menos um disparo contra uma mesquita em um bairro popular pouco depois da meia-noite.

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Em Port-La-Nouvelle – Sul da França –, houve disparos contra uma sala de oração muçulmana durante a noite, cerca de uma hora depois do fim da oração, disse o procurador em Narbonne, David Charmatz.

"Obviamente é alguém que quis se vingar", declarou Charmatz, após ser perguntado sobre uma possível ligação com o atentado de ontem contra o jornal, em Paris.

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Na madrugada de hoje (8), ocorreu uma explosão de origem criminosa na frente de um restaurante de kebab (especialidade árabe) perto de uma mesquita em Villefranche-sur-Saône, Centro-leste da França.

O presidente da Câmara da cidade, Bernard Perrut, admitiu que o ato possa estar ligado à "situação dramática" criada pelo atentado da véspera, apelando "à coesão, unidade e respeito".

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