Ataque químico em Idlib foi "falsificado", diz Assad
O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quinta-feira, em entrevista à agência AFP, que o suposto ataque com gás venenoso na província de Idlib na última semana atribuído ao governo sírio foi "100 por cento falsificado"; o uso de armas químicas foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um ataque a uma base aérea na Síria
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BEIRUTE (Reuters) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quinta-feira, em entrevista à agência AFP, que o suposto ataque com gás venenoso na província de Idlib na última semana atribuído ao governo sírio foi "100 por cento falsificado".
Assad acrescentou que o Exército sírio já tinha entregue todo seu estoque de armas químicas, disse a AFP no Twitter, citando comentários feitos pelo líder sírio durante a entrevista com o presidente.
Os Estados Unidos e seus aliados afirmam que o ataque foi liderado pelo Exército sírio, o que a Síria nega.
(Reportagem de John Davison, Michael Georgy e Ellen Francis; Reportagem adicional da redação de Paris)
Leia ainda reportagem da Sputinik:
O presidente sírio Bashar Assad afirmou que o ataque suspeito com armas químicas em seu país não passou de uma “fabricação” para justificar o ataque dos Estados Unidos a uma de suas bases, na semana passada. A declaração foi feita em uma entrevista exclusiva à Agência AFP em Damasco, capital do país.
“Para nós, foi com 100% de certeza uma fabricação”, disse Assad, em entrevista concedida na última quarta-feira. O presidente da Síria voltou a garantir que o seu país não possui mais armas químicas e que nunca usaria armamento proibido pelas leis internacionais.
O líder sírio atacou os Estados Unidos durante a entrevista, afirmando que a Casa Branca estaria “de mãos dadas” com os militantes contrários ao seu regime, aos quais ele se refere como “terroristas”.
“Nossa impressão é que o Ocidente, principalmente os Estados Unidos, está de mãos dadas com os terroristas”, destacou Assad, que está no poder há 17 anos e enfrenta uma guerra civil em seu país desde 2011.
Quanto ao suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Khan Shaykhun, no início do mês, o presidente sírio levantou dúvidas até mesmo quanto à veracidade do incidente. “Não está claro se [o ataque] aconteceu ou não. Como você pode verificar um vídeo? Há muitos vídeos falsos hoje em dia”, comentou.
Nas imagens que correram o mundo, pessoas aparecem tendo convulsões e com dificuldade para respirar. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o ataque matou 87 civis, incluindo 31 crianças, em Khan Shaykhun, cidade esta que é controlada por militantes contrários ao governo de Assad.
Para o líder sírio, é estranho que evidências tenham apenas de um “braço da Al Qaeda”, em referência a um grupo ex-jihadista que hoje estaria no controle da província de Idlib, onde fica Khan Shaykhun.
“Não sabemos se aquelas crianças estavam mortas. Elas estavam mortas mesmo?”.
Assad ainda disse que só aceitará “uma investigação que seja imparcial” do caso e apenas quando “países independentes possam participar da delegação para garantir que a apuração não seja usada politicamente”.
Ainda de acordo com o presidente sírio, novos ataques dos Estados Unidos “podem acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, e não apenas na Síria”. Ele ainda minimizou os efeitos dos 59 mísseis lançados contra o país na última sexta-feira. “Nossa habilidade de atacar os terroristas não foi afetada por esse bombardeio”.
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