Ataque químico em Idlib foi "falsificado", diz Assad

O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quinta-feira, em entrevista à agência AFP, que o suposto ataque com gás venenoso na província de Idlib na última semana atribuído ao governo sírio foi "100 por cento falsificado"; o uso de armas químicas foi usado como pretexto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para um ataque a uma base aérea na Síria

Presidente da Síria, Bashar al-Assad, fala em entrevista à NBC News em fotografia fornecida pela SANA 14/07/2016 SANA/Handout via REUTERS
Presidente da Síria, Bashar al-Assad, fala em entrevista à NBC News em fotografia fornecida pela SANA 14/07/2016 SANA/Handout via REUTERS (Foto: Henrique Attuch)


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BEIRUTE (Reuters) - O presidente da Síria, Bashar al-Assad, disse nesta quinta-feira, em entrevista à agência AFP, que o suposto ataque com gás venenoso na província de Idlib na última semana atribuído ao governo sírio foi "100 por cento falsificado".

Assad acrescentou que o Exército sírio já tinha entregue todo seu estoque de armas químicas, disse a AFP no Twitter, citando comentários feitos pelo líder sírio durante a entrevista com o presidente.

Os Estados Unidos e seus aliados afirmam que o ataque foi liderado pelo Exército sírio, o que a Síria nega.

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(Reportagem de John Davison, Michael Georgy e Ellen Francis; Reportagem adicional da redação de Paris)

Leia ainda reportagem da Sputinik:

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O presidente sírio Bashar Assad afirmou que o ataque suspeito com armas químicas em seu país não passou de uma “fabricação” para justificar o ataque dos Estados Unidos a uma de suas bases, na semana passada. A declaração foi feita em uma entrevista exclusiva à Agência AFP em Damasco, capital do país.

“Para nós, foi com 100% de certeza uma fabricação”, disse Assad, em entrevista concedida na última quarta-feira. O presidente da Síria voltou a garantir que o seu país não possui mais armas químicas e que nunca usaria armamento proibido pelas leis internacionais.

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O líder sírio atacou os Estados Unidos durante a entrevista, afirmando que a Casa Branca estaria “de mãos dadas” com os militantes contrários ao seu regime, aos quais ele se refere como “terroristas”.

“Nossa impressão é que o Ocidente, principalmente os Estados Unidos, está de mãos dadas com os terroristas”, destacou Assad, que está no poder há 17 anos e enfrenta uma guerra civil em seu país desde 2011.

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Quanto ao suposto ataque com armas químicas na cidade síria de Khan Shaykhun, no início do mês, o presidente sírio levantou dúvidas até mesmo quanto à veracidade do incidente. “Não está claro se [o ataque] aconteceu ou não. Como você pode verificar um vídeo? Há muitos vídeos falsos hoje em dia”, comentou.

Nas imagens que correram o mundo, pessoas aparecem tendo convulsões e com dificuldade para respirar. De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, o ataque matou 87 civis, incluindo 31 crianças, em Khan Shaykhun, cidade esta que é controlada por militantes contrários ao governo de Assad.

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Para o líder sírio, é estranho que evidências tenham apenas de um “braço da Al Qaeda”, em referência a um grupo ex-jihadista que hoje estaria no controle da província de Idlib, onde fica Khan Shaykhun.

“Não sabemos se aquelas crianças estavam mortas. Elas estavam mortas mesmo?”.

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Assad ainda disse que só aceitará “uma investigação que seja imparcial” do caso e apenas quando “países independentes possam participar da delegação para garantir que a apuração não seja usada politicamente”.

Ainda de acordo com o presidente sírio, novos ataques dos Estados Unidos “podem acontecer a qualquer hora, em qualquer lugar, e não apenas na Síria”. Ele ainda minimizou os efeitos dos 59 mísseis lançados contra o país na última sexta-feira. “Nossa habilidade de atacar os terroristas não foi afetada por esse bombardeio”.

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