Ataque em hotel de Burkina Faso deixa mais de 20 mortos
As forças de segurança de Burkina Faso cercaram o hotel em Ouadagoudou e libertaram 126 pessoas, informou o ministro do Interior, ao destacar que ocorria um outro ataque num segundo hotel da região; o ataque foi reivindicado pela Al Qaeda; o presidente do país, Roch Marc Christian Kabore, o descreveu como "covarde e vil"; o presidente da França, François Hollande, também condenou os ataques neste sábado 16; mortos incluem vítimas de 18 nacionalidades diferentes
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247, com Reuters e Agência Brasil - Vinte e três pessoas foram mortas em um ataque por combatentes da al Qaeda a um hotel na capital de Burkina Faso, de acordo com um "número parcial de mortos" dado pelo presidente do país, Roch Marc Christian Kabore, neste sábado.
Ele descreveu o ataque como "covarde e vil".
O ministro da Segurança, Simon Compaore, disse na rádio estatal que os mortos incluem vítimas de 18 nacionalidades diferentes, mas não deu mais detalhes.
Forças de segurança mataram quatro combatentes da al Qaeda ao retomar um hotel de luxo e cercar prédios que haviam sido atacados pelos islamistas na sexta-feira, disse uma autoridade da polícia do país.
O quarto combatente foi morto no Hotel Yibi, que não fica longe do Hotel Splendid, estabelecimento frequentado por estrangeiros que as autoridades disseram ter sido o alvo do ataque.
As forças de segurança de Burkina Faso cercaram o hotel em Ouadagoudou e libertaram 126 pessoas. "Cento e vinte e seis pessoas, das quais 33 feridas, foram libertadas. Três jihadistas, um árabe e dois africanos foram mortos", afirmou o ministro do Interior de Burkina Faso, Simon Comparoe.
"Os ataques ao hotel Splendid e ao café-restaurante Cappucino [que fica em frente ao hotel] acabaram, mas um outro ataque está em curso no hotel Ybi", situado ao lado do Cappuccino, disse o ministro.
Uma fonte das forças de segurança informou que houve, pelo menos, 22 mortos neste ataque ao hotel Splendid e ao café restaurante Cappuccino.
O presidente da França, François Hollande, condenou neste sábado 16 os ataques que começaram na noite de sexta-feira, em Ouagadougou.
Num comunicado divulgado pelo Palácio do Eliseu, sede da Presidência francesa, Hollande manifestou o seu apoio ao povo e ao presidente de Burkina Faso, Christian Kaboré, e lembrou que as forças francesas colaboram com o país.
O ataque foi reivindicado pela Al Qaeda do Magrebe Islâmico (AQMI), por meio de integrantes do grupo Al Murabitun, liderado pelo jihadista argelino Mokhtar Belmokhtar.
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