Associação da África se diz "perturbada" com cobertura europeia sobre conflito na Ucrânia
"As pessoas que não são brancas não são menos civis ou incapazes de resolver conflitos", destacou a Associação de Imprensa Estrangeira da África
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247 - A Associação de Imprensa Estrangeira da África denunciou nesta terça-feira (1), em nota, a postura racista de jornalistas da mídia ocidental na cobertura da guerra entre Rússia e Ucrânia. No dia 26 de fevereiro, por exemplo, o ex-procurador-geral adjunto da Ucrânia, David Sakvarelidze, concedeu uma entrevista à BBC e afirmou: "é muito emocionante para mim porque vejo europeus com cabelos loiros e olhos azuis sendo mortos todos os dias com mísseis de Putin, seus helicópteros e seus foguetes".
Dea cordo com a associação, "as pessoas que não são brancas não são mais propensas e habituadas à violência e ao sofrimento". "As pessoas que não são brancas não são menos civis ou incapazes de resolver conflitos. O jornalismo é uma ferramenta que pode quebrar o jogo do racismo", disse.
No dia 25 de fevereiro, Charlie D’Agata, do canal estadunidense CBS News, também fez comentário preconceituoso. "Este não é um lugar, com todo o respeito, como o Iraque ou o Afeganistão, que tem visto conflitos violentos há décadas. Esta é uma cidade relativamente civilizada, relativamente europeia, cidade onde você não esperaria isso".
De acordo com a nota, a entidade "está perturbada pelas opiniões infelizes que nossos colegas ocidentais continuam a expressar publicamente sobre a distinção que veem entre guerra e sofrimento na Ucrânia e aqueles que ocorreram em países pobres".

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