Assange promete lutar contra extradição do Reino Unido aos EUA
"Vamos lutar contra isso. Vamos usar todos os meios de apelação", afirmou sua esposa, Stella Assange, a repórteres, chamando a decisão de "farsa"
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Por Michael Holden
LONDRES (Reuters) - A esposa de Julian Assange prometeu lutar usando todas as vias legais possíveis depois que a secretária britânica do Interior, Priti Patel, aprovou nesta sexta-feira a extradição do fundador do WikiLeaks para os Estados Unidos para enfrentar acusações criminais.
Assange é alvo de 18 acusações pelas autoridades dos EUA, incluindo espionagem, relacionadas à divulgação pelo WikiLeaks de vastas coleções de registros militares confidenciais dos EUA e telegramas diplomáticos que, segundo Washington, colocaram vidas em perigo.
Seus apoiadores dizem que ele é um herói antiestablishment que foi vitimado porque expôs irregularidades dos EUA em conflitos no Afeganistão e no Iraque, e que a acusação contra ele é um ataque politicamente motivado ao jornalismo e à liberdade de expressão.
Sua esposa Stella disse que Assange vai apelar depois que o Ministério do Interior informou que sua extradição foi aprovada porque os tribunais britânicos concluíram que não seria injusto ou um abuso de processo.
"Vamos lutar contra isso. Vamos usar todos os meios de apelação", afirmou Stella Assange a repórteres, chamando a decisão de "farsa".
"Vou passar todas as horas acordada lutando por Julian até que ele esteja livre, até que a justiça seja feita."
Originalmente, um juiz britânico decidiu que Assange, de 50 anos, não deveria ser deportado, dizendo que ele estaria em risco de suicídio se condenado e mantido em uma prisão de segurança máxima.
Mas isso foi anulado em um recuso depois que os Estados Unidos deram um pacote de garantias, incluindo uma promessa de que ele poderia ser transferido para a Austrália para cumprir qualquer sentença.
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