Assange pede revogação de prisão à Suécia
Advogados de defesa do fundador do Wikileaks, Julian Assange, pediram a um tribunal de Estocolmo que retire a ordem de prisão expedida contra o jornalista; pedido acontece duas semanas após o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Organizações das Nações Unidas (ONU) considerar a prisão arbitrária e solicitar que o Reino Unido e a Suécia finalizassem a detenção
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247 - Os advogados de defesa de Julian Assange, pediram a um tribunal de Estocolmo que retire a ordem de prisão expedida contra o fundador do Wikileaks em 2010 por um suposto crime sexual.
Pedido da defesa acontece duas semanas após o Grupo de Trabalho sobre Detenções Arbitrárias da Organizações das Nações Unidas (ONU) considerar a prisão do jornalista com arbitrária e solicitar que o Reino Unido e a Suécia finalizassem a detenção, além de assegurar que sua decisão era vinculativa. Os dois países recusaram a recomendação da ONU.
Mais informações na reportagem da Agência Lusa:
Advogados de Assange pedem revogação do mandado de detenção europeu
A defesa de Julian Assange pediu hoje (22) a um tribunal de Estocolmo que revogue o mandado de detenção europeu emitido em 2010 contra o fundador do Wikileaks por acusação de violação.
Os advogados de defesa basearam o pedido no parecer divulgado em 5 de fevereiro por um grupo de trabalho da Organização das Nações Unidas, que considerou Assange refugiado desde 2012 na Embaixada do Equador em Londres, para evitar a extradição para a Suécia, vítima de detenção arbitrária.
A defesa pede agora para, à luz deste novo elemento, relançar o processo de contestação do mandado de detenção europeu, que perdeu anteriormente no tribunal de recurso de Estocolmo e no Supremo Tribunal da Suécia.
"Queremos que reexaminem a decisão e que a anulem", disse um dos advogados, Tomas Olsson, à agência France Presse.
"Penso que [o parecer da ONU] é fato importante e deve ser levado em conta", acrescentou.
O mandado de detenção europeu foi emitido em novembro de 2010 para ouvir o australiano sobre acusações de delitos sexuais, apresentadas três meses antes por uma cidadã sueca.
Assange, que nega as acusações, considerou o parecer da ONU uma "vitória histórica".
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