Assad é ligado a ataques químicos na Síria pela primeira vez

Investigadores internacionais disseram pela primeira vez que suspeitam que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e o seu irmão são responsáveis pelo uso de armas químicas no conflito sírio, segundo documento visto pela Reuters; uma investigação conjunta para a Organização das Nações Unidas (ONU) e a agência global de fiscalização Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) havia identificado previamente somente unidades militares, sem dar nomes de nenhum comandante ou autoridade

Bashar Assad 
Bashar Assad  (Foto: Gisele Federicce)


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Por Anthony Deutsch

(Reuters) - Investigadores internacionais disseram pela primeira vez que suspeitam que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, e o seu irmão são responsáveis pelo uso de armas químicas no conflito sírio, segundo documento visto pela Reuters.

Uma investigação conjunta para a Organização das Nações Unidas (ONU) e a agência global de fiscalização Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq) havia identificado previamente somente unidades militares, sem dar nomes de nenhum comandante ou autoridade.

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Agora, uma lista foi produzida com indivíduos que os investigadores associaram a uma série de ataques com bomba de cloro em 2014 e 2015, incluindo Assad, Maher, o seu irmão mais novo, e outras figuras importantes, indicando que a decisão de usar armas tóxicas veio do alto escalão, de acordo com uma fonte conhecedora do inquérito.

Os Assad não puderam ser contactados para comentar a informação, mas uma autoridade do governo disse que as acusações de que forças oficiais teriam usado armas químicas não tinham nenhuma base. O governo tem sempre repetido que não usou essas armas durante a guerra civil, que já dura quase seis anos, afirmando que todos os ataques destacados pela investigação foram ações dos rebeldes ou do grupo militante Estado Islâmico.

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A lista, que foi vista pela Reuters, mas não tornada pública, teve como base uma combinação de evidências reunidas pela equipe da ONU e da Opaq na Síria e informações de agências de inteligência regionais e ocidentais, segundo a fonte, que pediu anonimato.

A Reuters não teve como verificar de forma independente as evidências.

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O inquérito, conhecido como Mecanismo Investigativo Conjunto, é liderado por um painel de três especialistas

independentes, apoiado por uma equipe técnica e administrativa. Ele foi autorizado pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas a identificar pessoas e organizações responsáveis pelos ataque químicos na Síria.

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Virginia Gamba, chefe do mecanismo investigativo, negou que uma lista de indivíduos suspeitos havia sido organizada pelo inquérito.

"Não há identificação de indivíduos sendo considerada neste momento", afirmou ela à Reuters por e-mail.

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O uso de armas químicas é proibido pelas leis internacionais e pode constituir crime de guerra.

Ao mesmo tempo que a investigação não tem poderes judiciais, qualquer indicação de suspeitos pode levar a processo contra eles. A Síria não integra o Tribunal Penal Internacional, mas supostos crimes de guerra podem ser citados para o tribunal pelo Conselho de Segurança, embora as diferenças entre as potências globais em relação à guerra tornem essa possibilidade difícil no momento.

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A lista poderia ser uma base para o trabalho dos investigadores neste ano, segundo a fonte. Não está claro se as Nações Unidas ou a Opaq vão publicar a lista separadamente.

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