Assad alerta para risco de conflito caso tropas dos EUA permaneçam na Síria

Os EUA deveriam aprender a lição do Iraque e deixar a Síria, disse o presidente sírio, Bashar al-Assad, em uma entrevista, respondendo à descrição que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez dele como um animal ao dizer que "o que você diz é o que você é; ele aventou a possibilidade de um conflito com as forças dos EUA caso elas não deixem a Síria

Syria's President Bashar al-Assad (C) chats with military personnel during his visit to a military site in the town of Daraya, southwest of Damascus, on the 68th anniversary of army day, in this handout photograph distributed by Syria's national news agen
Syria's President Bashar al-Assad (C) chats with military personnel during his visit to a military site in the town of Daraya, southwest of Damascus, on the 68th anniversary of army day, in this handout photograph distributed by Syria's national news agen (Foto: Paulo Emílio)


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Reuters - Os Estados Unidos deveriam aprender a lição do Iraque e deixar a Síria, disse o presidente sírio, Bashar al-Assad, em uma entrevista, respondendo à descrição que o presidente dos EUA, Donald Trump, fez dele como um animal ao dizer que "o que você diz é o que você é".

Na entrevista à RT, a emissora estatal internacional da Rússia, Assad aventou a possibilidade de um conflito com as forças dos EUA caso elas não deixem a Síria. Ele prometeu recuperar os territórios onde as tropas norte-americanas se mobilizaram – seja por meio de negociações com os aliados sírios de Washington, seja pela força.

Assad, que tem apoio da Rússia e do Irã, parece militarmente inatacável na guerra que já matou aproximadamente meio milhão de pessoas, deslocou cerca de 6 milhões e levou outras 5 milhões a buscarem refúgio no exterior.

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Depois de recuperar várias áreas do país, Assad agora controla a maior parte da Síria, mas ainda existem regiões fora de seu controle nas fronteiras com Iraque, Jordânia e Turquia.

Estas incluem grandes partes do norte e do leste onde forças especiais dos EUA se posicionaram durante o confronto com o Estado Islâmico, apoiando as Forças Democráticas Sírias (SDF, na sigla em inglês) de maioria curda.

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Assad disse que o governo havia "começado agora a abrir portas para negociações" com as SDF, cujo principal componente, a milícia curda YPG, vem evitando um conflito com Damasco na guerra.

"Esta é a primeira opção. Senão, recorreremos... à liberação destas áreas à força. Não temos qualquer outra opção, com os americanos ou sem os americanos", disse. "Os americanos deveriam partir, de alguma maneira partirão".

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"Eles foram para o Iraque sem base legal, e veja o que aconteceu com eles. Eles têm que aprender a lição. O Iraque não é exceção, e a Síria não é exceção. As pessoas não aceitarão mais estrangeiros nesta região", disse.

A invasão do Iraque liderada por Washington, que derrubou Saddam Hussein em 2003, desencadeou uma insurgência que durou anos.

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Em abril Trump disse querer retirar os soldados de seu país do solo sírio relativamente rápido, mas também expressou o desejo de deixar "uma marca forte e duradoura".

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