As visões "diferentes" de Dilma e Obama

Na ONU, um dos pontos abordados de forma diferente pelos presidentes foi a questão da Palestina



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A presidente Dilma Rousseff criticou bastante, em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, a política econômica dos países ricos para diminuir os efeitos da recessão global.

Não houve a expressão "tsunami financeiro", mas a pesada injeção de dólares no mercado não passou despercebida por Dilma. "Os bancos centrais dos países desenvolvidos persistem em uma política monetária expansionista, que desequilibra as taxas de câmbio", falou. A presidente também lembrou que as medidas de austeridade estão piorando, e muito, o cenário mundial.

Nos últimos dias, Brasil e EUA estiveram envolvidos em polêmicas questões comerciais – Washington classificou como "protecionista e absurdo" o ato do governo de aumentar o imposto de importação. Falou-se até em "guerra cambial".

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Também sem surpreender ninguém, a presidente comentou sobre a envelhecida formação do Conselho de Segurança da ONU. Nada que incomodasse alguma das potências do órgão (China, Rússia, França, Reino Unido e EUA).

Diferenças

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A imprensa brasileira deu grande destaque às "diferenças" nas falas de Dilma e Obama na área de política internacional.

Dilma criticou o embargo a Cuba e o "preconceito islamofóbico presente em países ocidentais", aproveitando a polêmica do vídeo que satiriza Maomé. Obama reiterou seu "repúdio" ao filme, mas disse que seu governo nada fez pois "nos EUA é garantida a liberdade de expressão". Ele ainda elogiou os efeitos da "Primavera Árabe".

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Sobre a Síria, nossa chefe de Estado responsabilizou o governo de Bashar al-Assad "pela maior parte" dos massacres praticados na guerra civil da Síria, mas não escondeu insatisfação com a violência dos grupos armados de oposição. "A diplomacia é o único caminho para a solução do conflito", disse Dilma. Obama não tocou no assunto "intervenção militar" quando se referiu ao país.

O presidente dos EUA preferiu utilizar boa parte de seu tempo na tribuna para falar do controverso programa nuclear do Irã. "O tempo de negociação não é ilimitado. Um Irã nuclear é uma ameaça para Israel e todas as nações do Golfo", alertou.

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Outro ponto em que os dois divergiram foi em relação à Palestina. Dilma Rousseff pediu um status de "membro pleno". Já Obama ficou restrito a um insosso termo "Palestina independente e próspera".

Luiz Gustavo Sprovieri escreve no blog Planeta Política

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