Às vésperas de viagem de Bolsonaro, ONU denuncia abusos no Brasil
Um dos aspectos que desperta o alerta mundial é situação dos indígenas no país
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247 - Sob pressão e criticado pela cúpula da ONU, o Brasil é incluído numa lista dos locais que despertam o alerta internacional, ao lado de cerca de 40 países considerados como "preocupantes" por sua situação de direitos humanos. A denúncia ocorre uma semana antes da visita do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para abrir a reunião da Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque. A reportagem é do jornalista Jamil Chade, em sua coluna no portal UOL
Nesta segunda-feira em Genebra, em um discurso no qual fez um raio-x dos contextos mais críticos do mundo, a alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, alertou sobre a lei antiterrorismo que está sendo avaliada no Brasil e aponta que, da forma que foi proposta, o texto ameaça ativistas de direitos humanos e entidades da sociedade civil. Ela também alertou para a situação dos povos indígenas e abusos contra o povo Yanomami.
O jornalista ainda informa que o governo brasileiro terá a possibilidade de responder aos comentários nesta terça-feira. Mas as críticas e a referência ao Brasil na lista ampliam o constrangimento internacional do país. Em sua era democrática, o Brasil tradicionalmente ficou de fora dos países citados como "preocupantes" na avaliação global da ONU.
Um dos aspectos que desperta o alerta mundial é situação dos indígenas no país. "No Brasil, estou alarmada com os recentes ataques contra membros dos povos Yanomami e Munduruku por garimpeiros ilegais na Amazônia", disse a chilena, durante a abertura do Conselho de Direitos Humanos da ONU. "Tentativas de legalizar a entrada de empresas em territórios indígenas, e limitar a demarcação de terras indígenas - notadamente através de um projeto de lei que está sendo analisado na Câmara dos Deputados - também são motivo de grande preocupação", alertou Bachelet.
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