Arma química na Síria pode ser pretexto para ataque americano
A história das intervenções militares dos Estados Unidos está repleta de incidentes que com os anos se mostraram criados pelos próprios estadunidenses. Uma recente é a existência de armas de destruição em massa no Iraque, uma das maiores mentiras do século, e que justificou uma invasão, uma guerra e milhares de mortos e feridos
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Por Hélio Doyle - Se o governo sírio usou armas químicas contra os rebeldes fez uma grande bobagem: está ganhando a guerra, há observadores da ONU no país e os Estados Unidos e seus aliados capachos, como o Reino Unido, estão doidos por um pretexto para atacar o país e derrubar Bashar Assad. Será que Assad e seus aliados são tão burros assim?
Mas se os rebeldes fundamentalistas simulam que foram vítimas de um ataque com armas químicas ou se algum grupo mais extremado atacou seus “aliados” (há inúmeras facções rebeldes, e muitas se odeiam), criam para eles uma excelente situação: a simpatia internacional e a intervenção militar dos estadunidenses e seus amigos para derrubar Assad.
É óbvio que a lógica nem sempre vigora em situações como essa, por isso é muito arriscado afirmar que “a” ou “b” é responsável pelo uso das armas químicas, se é que foram mesmo usadas.
A história das intervenções militares dos Estados Unidos, porém, está repleta de incidentes que com os anos se mostraram criados pelos próprios estadunidenses. Uma recente é a existência de armas de destruição em massa no Iraque, uma das maiores mentiras do século, e que justificou uma invasão, uma guerra e milhares de mortos e feridos.
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