Argentina vai às urnas neste domingo num momento de crise do governo Alberto Fernández

Crise econômica do país está se agravando e há um estremecimento nas relações entre o presidente e sua vice, Cristina Kirchner. Governo pode perder maioria no Senado

Presidente da Argentina, Alberto Fernández
Presidente da Argentina, Alberto Fernández (Foto: Gabriel Bouys/Pool via REUTERS)


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247 - A Argentina vai às urnas neste domingo (14) para renovar metade da Câmara dos Deputados e um terço do Senado. É uma eleição difícil para o governo de centro-esquerda de Alberto Fernández, com o país imerso novamente em crise econômica e social e numa situação de estremecimento das relações com a vice-presidente e presidenta do Senado, Cristina Kirchner.

A Câmara Nacional Eleitoral, a autoridade eleitoral argentina, estima que a participação deve ser alta na votação, em torno de 73% dos eleitores. Isso porque a pandemia está menos severa neste momento. A expectativa é que os resultados provisórios comecem a ser divulgados às 21h30.

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Em setembro, o governo sofreu uma dura derrota nas eleições primárias para a direita e  Kirchner exigiu uma guinada à esquerda de Fernândez, que não aceitou. O resultado foi que 10 altos funcionários do governo, incluindo cinco ministros, todos kirchneristas, colocaram seus cargos à disposição.

Na Argentina, o vice-presidente também tem o cargo de presidente do Senado.

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Portanto, o cargo é ocupado por Cristina Kirchner. Hoje, a coligação governista, a Frente de Todos é majoritária, mas a oposição de direita, da frente Juntos pela Mudança ameaça alcançar a maioria. 

Pesquisas indicam que a Frente de Todos pode perder seis senadores e ficar com um total de 35 (menos do que a maioria absoluta necessária para aprovar leis). A aliança de oposição tem cerca de 10 pontos percentuais de vantagem.

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Uma pesquisa da empresa Management & Fit mostrou que a oposição conservadora estava bem à frente, com 40% dos votos nacionais contra 27,8% da frente governista. Outra pesquisa da Ricardo Rouvier & Asociados tinha a oposição com 42,1%, à frente do governo, com 34,2%.

Se esse resultado se confirmar nas urnas, o presidente do país, Alberto Fernández, deve ter mais dificuldade para governar, pois o Senado passaria para o controle da oposição.

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Embora a renovação seja parcial no Congresso da Argentina, as eleições de domingo terão um impacto na presidência de Fernández porque definirão a governabilidade para a segunda metade de seu mandato, segundo analistas.

O analista político Gabriel Puricelli considera que "a composição do Congresso determinará as condições de governança" até 2023, quando termina o mandato de Fernández.

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Em 12 meses, a inflação chegou a 52,1%, segundo o Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec). A inflação na Argentina avançou 3,5% em outubro na comparação com o mês anterior.

O dólar no mercado ilegal, chamado de "dólar blue”, atingiu um novo recorde de 206,50 pesos. Com a valorização, a diferença para a cotação oficial é de mais de 100%.

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