Argentina tem nota da dívida rebaixada

Um dia depois de ser condenada a pagar US$ 1,33 bilhão a credores norte-americanos, a Argentina teve a classificação da dívida soberana rebaixada; a agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu de CCC+ para CCC- a nota da dívida pública do país vizinho

Twenty dollar banknotes
Twenty dollar banknotes (Foto: Valter Lima)


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Agência Brasil

Um dia depois de ser condenada a pagar US$ 1,33 bilhão a credores norte-americanos, a Argentina teve a classificação da dívida soberana rebaixada. A agência de classificação de risco Standard & Poor's reduziu de CCC+ para CCC- a nota da dívida pública do país vizinho.

Em comunicado, a Standard & Poor's informou que rebaixou a nota por considerar que a condenação, pela Corte Suprema dos Estados Unidos, aumenta o risco de novo calote da dívida pública do país. "O governo da Argentina tem capacidade limitada de pagar os credores que entraram com a ação e, ao mesmo tempo, o serviço da dívida", destacou o texto.

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Ontem (16), a Corte Suprema dos Estados Unidos rejeitou os recursos do governo argentino para reverter as decisões de primeira e de segunda instância que obrigaram o país a pagar US$ 1,33 bilhão referentes ao calote da dívida pública em 2001. Entre 2005 e 2010, os governos de Néstor Kirchner e Cristina Kirchner propuseram um acordo de reestruturação da dívida não paga, que não foi aceito por 7% dos credores privados, que recorreram à Justiça norte-americana.

O governo argentino ameaçou manter a inadimplência. Em discurso em cadeia nacional ontem à noite, a presidenta Cristina Kirchner explicou que, apesar de a quantia ser relativamente baixa, o governo hesita em desembolsar o montante.

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De acordo com Cristina, o cumprimento imediato da ordem da corte norte-americana abriria precedente para os grandes credores, que tinham aceitado o acordo de reestruturação, cobrarem dívidas de até US$ 15 bilhões, que equivalem a mais da metade das reservas do Banco Central do país. Hoje, o ministro da Economia argentino, Axel Kicillof, anuncia medidas para evitar que o país entre em default técnico – termo que, em economia, define o calote.

* Colaborou Monica Yanakiew, de Buenos Aires
* Com informações da Télam

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