Argentina bane Odebrecht de licitações por 12 meses
A Argentina baniu a construtora brasileira Odebrecht por 12 meses de suas licitações de obras públicas, informou um porta-voz do governo local citando os casos de corrupção que envolvem a empresa; a Odebrecht admitiu em um acordo com os procuradores dos EUA e do Brasil ter pago subornos em 12 países para ganhar contratos — incluindo US$ 35 milhões na Argentina
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Da Sputnik Brasil
A Argentina baniu a construtora brasileira Odebrecht por 12 meses de suas licitações de obras públicas, informou um porta-voz do governo local citando os casos de corrupção que envolvem a empresa.
A decisão pode deixar a companhia de fora de uma série de empreendimentos de infraestrutura planejados pelo governo. Em entrevista por telefone com a agência Reuters, um porta-voz da Casa Rosada afirmou que a empresa brasileira poderá finalizar os projetos que já iniciou.
A Odebrecht admitiu em um acordo com os procuradores dos EUA e do Brasil ter pago subornos em 12 países para ganhar contratos — incluindo US$ 35 milhões na Argentina
"Durante um ano, eles estão proibidos de retirar o certificado usado para licitar obras públicas", disse o porta-voz, acrescentando que uma resolução seria publicada no diário oficial local.
O porta-voz afirmou que a publicação citará "fortes indícios de que a empresa esteve envolvida em práticas corruptas".
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A Odebrecht disse em um comunicado que não havia sido formalmente informada da decisão. "Quando oficialmente informada, a empresa avaliará a situação e verificará se seus direitos estão preservados", afirmou a empreiteira.
Depois de fechar acordos de leniência com Brasil, Estados Unidos e Suiça, a Odebrecht está negociando para seguir operando em outros países da América Latina.
A construtora já está proibida de participar de licitações de infraestrutura no Peru e está negociando acordos com Colômbia, Equador, México, Panamá, República Dominicana e Venezuela.
Os promotores argentinos que investigaram a Odebrecht disseram que o país não detém um mecanismo legal para que as companhias acertem um acordo de leniência como o assinado no Brasil.
A administração do presidente Mauricio Macri apoia um projeto que estipula uma legislação semelhante a que permitiu os acordos de leniência brasileiros.
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