Aprovação de Humala chega ao fundo do poço no Peru
Cerca de 22 por cento dos pesquisados, dois pontos a menos do que no mês passado, disseram que aprovam a administração de Humala, que está próximo de completar o terceiro do seu mandato de cinco anos, de acordo com a pesquisa publicada pelo jornal El Comercio; "O presidente é visto como uma pessoa simples, próxima ao povo e trabalhadora, mas com limitações no que se refere à liderança e capacitação para o cargo", disse Alfredo Torres, diretor da Ipsos Peru, em declarações ao jornal
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LIMA, 18 Mai (Reuters) - A aprovação à gestão do presidente peruano Ollanta Humala caiu, atingindo um novo índice mínimo em maio durante seu mandato, em meio à insatisfação da população com a segurança e serviços públicos, conforme mostra uma pesquisa divulgada no domingo pela Ipsos Peru.
Cerca de 22 por cento dos pesquisados, dois pontos a menos do que no mês passado, disseram que aprovam a administração de Humala, que está próximo de completar o terceiro do seu mandato de cinco anos, de acordo com a pesquisa publicada pelo jornal El Comercio.
"O presidente é visto como uma pessoa simples, próxima ao povo e trabalhadora, mas com limitações no que se refere à liderança e capacitação para o cargo", disse Alfredo Torres, diretor da Ipsos Peru, em declarações ao jornal.
Vinte e um por cento dos entrevistados disseram que o militar reformado, que assumiu o cargo com a promessa de levar a prosperidade econômica a um terço da população peruana que é pobre, é simples, e 17 por cento acham que ele está próximo do povo, segundo a pesquisa.
Mas, ao mesmo tempo, 50 por cento disseram que o presidente nacionalista não tem capacidade de liderança e 46 por cento acham que ele não está capacitado para o cargo.
"O perfil é consistente com a maior taxa de desaprovação do seu desempenho. Nos próximos dois anos ele pode melhorar a sua imagem à medida que a gestão do governo melhore", disse Torres.
"As prioridades dos cidadãos para que a gestão pública melhore são muito claras: aumento dos investimentos em educação, saúde e segurança pública", ele disse.
A baixa aprovação dos presidentes peruanos é um problema crônico no país. Quando o ex-presidente Lejandro Toledo estava no meio do seu mandato, governava com uma aprovação de seis por cento da população, e o ex-presidente Alan García com 30 por cento, lembrou o Ipsos.
Isso está ligado à insatisfação dos peruanos com a segurança pública e com a qualidade dos serviços de saúde e educação, paradoxalmente em um país que cresceu em taxas chinesas nos últimos dez anos.
A pesquisa nacional urbana do Ipsos Peru foi realizada entre os dias 13 e 16 de maio com 1.210 pessoas. O resultado tem uma margem de erro de mais ou menos 2,8 pontos percentuais e um nível de credibilidade de 95 por cento.
(Por Patricia Vélez)
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