Após volta do Talibã, ONU pede governo 'inclusivo e representativo' no Afeganistão

Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas se reuniu com urgência após o grupo Talibã retomar o poder no Afeganistão neste domingo

António Guterres, secretário-geral da ONU
António Guterres, secretário-geral da ONU (Foto: REUTERS/MIKE SEGAR)


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(ANSA) - O Conselho de Segurança da ONU se reuniu nesta segunda-feira (16/08) em caráter de urgência, e pediu o estabelecimento, por meio de negociações, de um novo governo no Afeganistão que seja "unido, inclusivo e representativo, inclusive com a participação plena, igualitária e significativa das mulheres".

O conselho de 15 membros solicitou ainda o fim imediato das hostilidades e abusos dos direitos humanos, além de pedir que todas as partes permitam o acesso humanitário imediato, seguro e desimpedido.

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"Todas as partes devem respeitar suas obrigações de acordo com o Direito Internacional Humanitário em todas as circunstâncias, incluindo aquelas relacionadas à proteção de civis", diz o comunicado, ressaltando que a segurança de todos os cidadãos afegãos e internacionais deve ser garantida.

Neste domingo (15), cerca de duas décadas depois da invasão norte-americana e poucos meses após o início da retirada das tropas dos Estados Unidos e da Otan do país, o grupo Talibã derrubou o governo e retornou ao poder.

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"Estamos recebendo relatos assustadores de severas restrições aos direitos humanos em todo o país. Estou particularmente preocupado com os relatos de crescentes violações dos direitos humanos contra as mulheres e meninas do Afeganistão", disse o secretário-geral das Nações Unidos, António Guterres.

O português pediu que a comunidade internacional se una para preservar o respeito aos direitos humanos no Afeganistão e evitar que a nação seja usada como plataforma ou porto seguro para organizações terroristas.

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"Devemos falar com uma só voz para apoiar os direitos humanos no Afeganistão", disse Guterres, convidando o "Talibã e todas as partes a respeitar e proteger os direitos e as liberdades".

Segundo o diplomata, "os próximos dias serão fundamentais", principalmente porque "o mundo está de olho" e "não podemos e não devemos abandonar o povo afegão".

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"Peço o fim imediato da violência, o respeito pelos direitos de todos os afegãos e o respeito do Afeganistão por todos os acordos internacionais dos quais faz parte. Neste momento, exorto seriamente todas as partes, especialmente o Talibã, a exercer a máxima contenção para proteger vidas humanas", concluiu.

Além disso, os membros do Conselho apelaram ao "fim imediato da violência, o restabelecimento da segurança, à ordem civil e constitucional e às conversações urgentes para resolver a atual crise de autoridade no país e chegar a uma solução pacífica".

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Por fim, reafirmaram "a importância da luta contra o terrorismo no Afeganistão para garantir que o território não seja usado para ameaçar ou atacar qualquer país, e que nem o Talibã nem qualquer outro grupo ou indivíduo apoie os terroristas".

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