Após vitória em referendo, Erdogan quer aprovar pena de morte na Turquia

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a vitória do "sim" no referendo constitucional feito neste domingo (16), o que transferirá todo o Poder Executivo ao chefe de Estado; "Hoje a Turquia tomou uma decisão histórica em um debate que dura 200 anos e que é uma mudança muito séria em nosso sistema administrativo", disse; Foram reformados apenas 18 artigos [da Carta Magna], mas as mudanças serão muito profundas", completou; Erdogan voltou a prometer que, se o Parlamento aprovar, ratificará a reintrodução da pena de morte, e, se não houver uma maioria suficiente no Legislativo, convocará um referendo

O presidente turco Tayyip Erdogan durante coletiva de imprensa Palácio Presidencial em Ancara, na Turquia após reunião do Conselho Nacional de Segurança e reuniões de gabinete. 20/07/2016 Reuters/Umit Bektas
O presidente turco Tayyip Erdogan durante coletiva de imprensa Palácio Presidencial em Ancara, na Turquia após reunião do Conselho Nacional de Segurança e reuniões de gabinete. 20/07/2016 Reuters/Umit Bektas (Foto: Paulo Emílio)


✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.

Agência Brasil - O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, confirmou a vitória do "sim" no referendo constitucional feito neste domingo (16), o que transferirá todo o Poder Executivo ao chefe de Estado. As informações são da agência de notícias EFE.

"Hoje a Turquia tomou uma decisão histórica em um debate que dura 200 anos e que é uma mudança muito séria em nosso sistema administrativo", disse o presidente em um discurso em Istambul. "É sempre difícil defender uma mudança, e fácil manter o status quo, mas graças a Deus tivemos sucesso. Foram reformados apenas 18 artigos [da Carta Magna], mas as mudanças serão muito profundas".

Erdogan também expressou seu agradecimento ao primeiro-ministro, Binali Yildirim, dirigente do governante Partido Justiça e Desenvolvimento (AKP), que ele mesmo liderou até 2014, e também a Devlet Bahçeli, líder do direitista Partido de Ação Nacionalista (MHP), que respaldou a reforma apesar de uma forte oposição dentro sua legenda.

continua após o anúncio

"A partir de amanhã, ao invés de nos metermos em discussões inúteis, devemos trabalhar. Os países estrangeiros também devem respeitar o resultado", disse o presidente turco.

Perante uma multidão que gritava seu nome, Erdogan voltou a prometer que, se o Parlamento aprovar, ratificará a reintrodução da pena de morte, e, se não houver uma maioria suficiente no Legislativo, convocará um referendo.

continua após o anúncio

A União Europeia (UE) deixou claro que, se Turquia reintroduzir a pena de morte, daria por concluído o processo de adesão do país, pois ofenderia uma das condições para ser membro do bloco.

Por fim, Erdogan lembrou que as mudanças aprovadas entrarão em vigor em 2019, ao final das próximas eleições gerais e presidenciais, e disse que, "até então, todo mundo tem tempo de preparar-se". "Estamos unidos. Todo mundo nos atacou. Vocês têm visto como o Ocidente nos atacou, mas não nos dividiram, enchemos as urnas", disse Erdogan perante seus seguidores.

continua após o anúncio
continua após o anúncio

iBest: 247 é o melhor canal de política do Brasil no voto popular

Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

continua após o anúncio

Ao vivo na TV 247

Cortes 247