Após repressão, líder palestino ameaça cortar relações com Israel
Há mais de uma semana, a polícia israelense expulsa palestinos de locais sagrados para os muçulmanos
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247 - O presidente palestino, Mahmoud Abbas, alertou que suspenderá os acordos assinados com Israel, incluindo o reconhecimento do Estado judeu, se esse país continuar sua ofensiva nos territórios ocupados, informou nesta sexta-feira (22) uma fonte oficial.
A agência de notícias palestina Wafa disse que Abbas expressou essa possibilidade durante uma reunião na noite passada com Yael Lempert, subsecretário interino de Estado para Assuntos do Oriente Médio, e Hady Amr, vice-subsecretário para Assuntos Israelenses e Palestinos.
Na ausência de um horizonte político e diante da repressão das forças de Tel Aviv, bem como sua recusa em cumprir os acordos assinados, "a liderança palestina terá em breve que implementar as decisões do Conselho Central da Organização de Libertação da Palestina", disse.
Durante um conclave em fevereiro passado, o Conselho Central da Organização de Libertação da Palestina suspendeu os pactos firmados com Israel até que esse país pare sua colonização, seus ataques e cumpra seus compromissos.
Durante a reunião realizada no dia anterior, Abbas pediu aos Estados Unidos que assumam suas responsabilidades e pressionem seu aliado para acabar com seus crimes.
Ele também exigiu respeito ao status quo legal e histórico em Jerusalém Oriental, especialmente o Monte do Templo, um local religioso que tanto os judeus (que o chamam de Monte do Templo) quanto os muçulmanos consideram sagrado.
Há oito dias, os policiais israelenses entram diariamente neste complexo para expulsar os palestinos a fim de permitir a entrada de colonos judeus por ocasião do início da Páscoa, feriado que marca o início do êxodo daquele povo.
Em seu discurso no ano passado perante a Assembleia Geral da ONU, Abbas anunciou a possibilidade de cortar relações com Israel, como exigem várias milícias palestinas.
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