Após promover sanções, EUA protestam contra reação russa

Embaixador dos Estados Unidos em Moscou, John F. Tefft, manifestou sua "enorme decepção" e protestou contra a ordem do governo da Rússia que obriga Washington a reduzir o número de diplomatas americanos e a desocupar dois dos imóveis que utiliza no país; Ministério das Relações Exteriores da Rússia ordenou ao governo americano que reduza o número de diplomatas e colaboradores que trabalham no país até o número atual de funcionários diplomáticos russos presentes nos EUA, ou seja, 445 pessoas

Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente dos EUA, Donald Trump. 07/07/2017 REUTERS/Carlos Barria
Presidente da Rússia, Vladimir Putin, e presidente dos EUA, Donald Trump. 07/07/2017 REUTERS/Carlos Barria (Foto: Paulo Emílio)


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Agência Brasil - O embaixador dos Estados Unidos em Moscou, John F. Tefft, manifestou nesta sexta-feira (28) sua "enorme decepção" e protestou contra a ordem do governo da Rússia que obriga Washington a reduzir o número de diplomatas americanos e a desocupar dois dos imóveis que utiliza no país.

"Recebemos a notificação do governo russo. O embaixador Tefft expressou sua forte decepção e protestou" ao governo russo, afirmou hoje à Agência EFE uma fonte do Departamento de Estado dos EUA, que pediu anonimato.

Ao ser questionada se os Estados Unidos planejam cumprir com a ordem russa, a fonte disse que não pode fazer mais comentários por enquanto.

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O Ministério das Relações Exteriores da Rússia ordenou hoje ao governo americano que, a partir de 1º de setembro, reduza o número de diplomatas e colaboradores que trabalham em sua embaixada em Moscou e nos consulados de São Petersburgo e de outras cidades, até o número atual de funcionários diplomáticos russos presentes nos EUA.

Isso significa reduzir a equipe diplomática, técnica e de apoio das missões dos Estados Unidos na Rússia para até 455 pessoas, segundo informou Moscou.

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Além disso, o Ministério das Relações Exteriores russo anunciou que, a partir de 1º de agosto, a embaixada dos EUA não poderá utilizar os armazéns na capital russa, e tampouco a mansão que dispõe em Serebrianyi Bor, uma área de alto padrão em Moscou.

Essa última medida parece responder às sanções impostas em dezembro pelo então presidente Barack Obama, que privaram o governo russo do uso de duas mansões em Maryland e Nova York, que teriam supostamente sido utilizadas para espionagem.

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Lei

O anúncio da Rússia acontece um dia depois que o Congresso americano concluiu o processo de votação de um projeto de lei que endurece as sanções contra a Rússia devido a suposta interferência do Kremlin nas eleições presidenciais americanas, suas ações na Ucrânia e na Síria, e suas violações aos direitos humanos.

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A Casa Branca não deu ainda uma resposta definitiva sobre se o presidente americano Donald Trump sancionará o projeto de lei, mas o enorme apoio que o texto recebeu nas duas câmaras do Congresso significa que o Legislativo poderia invalidar um possível veto do presidente, e a lei entraria em vigor apesar de sua oposição.

O projeto de lei limitaria a capacidade de Trump de suspender as sanções sobre a Rússia sem a autorização do Congresso, algo que incomodou o Executivo, que pressionou durante semanas os legisladores para que respeitassem a flexibilidade do presidente em sua tentativa de melhorar as relações com Moscou.

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O vice-ministro de Relações Exteriores da Rússia, Serguei Ryabkov, denunciou hoje que os Estados Unidos utilizam a política de sanções para "intimidar o mundo" e advertiu que Moscou não exclui nenhuma medida para "fazer frente aos desaforados russófobos que determinam a pauta no Capitólio [o Congresso norte-americano]".

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