Após novo aumento de casos de Covid-19, Itália fecha discotecas e impõe uso de máscaras

Primeiro país europeu afetado pelo coronavírus, a Itália registra 254.000 contágios e mais de 35.000 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia

(Foto: REUTERS/Massimo Pinca)


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Anne Le Nir, da RFI - A Itália, um dos países mais atingidos pela pandemia de Covid-19 na Europa, pensava ter contido a propagação do vírus. Alguns de seus vizinhos do continente chegaram a elogiar os resultados obtidos por Roma na luta para controlar o surto. 

Mas diante de um aumento no número novos casos e do risco de uma segunda onda de contaminação, as autoridades decidiram que a partir desta segunda-feira (17) o uso de máscaras passa a ser obrigatório em locais públicos e as discotecas serão fechadas novamente.

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Mesmo se o balanço de novas contaminações é bem menos elevado do que nos demais países europeus, como Espanha e França, a Itália vem registrando uma alta preocupante de novos casos, principalmente entre os mais jovens, que voltaram a sair para se divertir.

Por essa razão, o governo decidiu que todas as discotecas, em locais fechados ou ao ar livre, permanecerão fechadas pelo menos nas próximas três semanas. Além disso, o uso de máscaras passa a ser obrigatório em praças, parque e terraços de cafés entre 18h e 6h.

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O decreto foi assinado na noite de domingo pelo ministro italiano da Saúde, Roberto Speranza. Segundo ele, a medida se tornou uma necessidade para evitar a segunda onda de Covid-19.

A decisão foi anunciada após divergências entre o governo central e as autoridades regionais a respeito das restrições que deveriam ser aplicadas no setor de lazer noturno, que emprega quase 50.000 pessoas. As medidas foram anunciadas em pleno "Ferragosto", nome dado ao fim de semana de 15 de agosto, momento em que mais italianos estão de férias e frequentam as praias.

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400 mil empregos em risco

As restrições foram imediatamente criticadas. “São € 4 bilhões (mais de R$ 25 bilhões) de faturamento que vão virar fumaça”, se irritou Gianni Indinni, presidente do sindicato de gerentes de casas noturnas. “Cerca de 400 mil empregos serão destruídos”, alertou.

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Consciente do impacto que a crise sanitária provoca no setor, o governo prometeu um apoio financeiro. No entanto, as autoridades italianas já avisaram que não pretendem voltar atrás na decisão.

O governo italiano segue a tendência dos vizinhos europeus, como a Espanha, que também fechou as discotecas na semana passada, ou a França, que mantém danceterias fechadas e impôs o uso de máscaras de proteção em locais fechados e também nas ruas movimentadas de várias cidades, inclusive na capital Paris.

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A Itália, primeiro país europeu afetado pelo coronavírus, registra 254.000 contágios e mais de 35.000 mortes por Covid-19 desde o início da pandemia.

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