Após início de investigações, Trump ataca democratas

Donald Trump atacou duramente os seus adversários democratas, nesta terça-feira (5), que acusou de fazerem o "maior abuso de poder da história" dos Estados Unidos, depois que foram lançadas investigações parlamentares que ameaçam obstaculizar os dois últimos anos do mandato do presidente norte-americano

Após início de investigações, Trump ataca democratas
Após início de investigações, Trump ataca democratas (Foto: REUTERS/Jonathan Ernst)


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247, com AFP - Donald Trump atacou duramente os seus adversários democratas, nesta terça-feira (5), que acusou de fazerem o "maior abuso de poder da história" dos Estados Unidos, depois que foram lançadas investigações parlamentares que ameaçam obstaculizar os dois últimos anos do mandato do presidente norte-americano.

"Empreendem uma grande cruzada desesperada em busca de um crime, apesar de o verdadeiro crime ser o que os democratas fazem", denunciou Trump no Twitter, onde também acusou os democratas de "assédio" contra ele.

Os democratas, que retomaram em janeiro a maioria na Câmara de Representantes, têm agora o controle de poderosas comissões e a faculdade de inciar investigações, uma possibilidade que parecem dispostos a aproveitar ao máximo.

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Na segunda-feira (4), anunciaram investigações sobre diversas questões, como as suspeitas de conluio entre Moscou e a equipe de campanha do bilionário republicano nas presidenciais de 2016, os pagamentos para silenciar supostas amantes e a análise das atividades de sua empresa familiar, a Organização Trump.

Em uma avalanche de cartas, a Comissão Judicial da Câmara de Representantes solicitou informações a 81 pessoas e entidades vinculadas a Trump, incluindo dois de seus filhos e seu genro, Jared Kushner.

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Em seus pedidos exigiram documentos que poderiam lançar luz sobre uma possível obstrução à Justiça e um abuso de poder por parte da administração e do próprio presidente.

E outras três comissões solicitaram à Casa Branca os relatórios detalhados sobre os encontros e as conversas entre Trump e seu homólogo russo, Vladimir Putin, mantidos em segredo até agora.

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Os democratas já não estão dispostos a esperar as conclusões do procurador especial Robert Mueller, que há mais de dois anos investiga o tema russo.

As diferentes investigações podem ser complementares, explica a oposição.

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A Casa Branca, indignada com essas iniciativas, acusou os democratas de tentarem "desviar a atenção de seu programa radical", em referência à orientação política de cada vez mais membros do partido.

Por trás dessas acusações trocadas surgem os argumentos da próxima campanha eleitoral.

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"De fato, já começaram a campanha", afirmou Trump nesta terça em referência aos democratas. Os eleitores, acrescentou, não são ingênuos e "ao ver isso se darão conta de que estão assediando o presidente".

Trump continua sendo muito popular entre os republicanos (mais de 90% o apoiam) e os democratas correm o risco de cansar, ou gerar indignação no eleitorado moderado antes da eleição de novembro de 2020.

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Por enquanto, os líderes democratas insistem que não vão apresentar um processo de destituição, ou "impeachment", contra o presidente.

Talvez recordem o "impeachment" lançado contra Bill Clinton pelos republicanos no final dos anos 1990. O Senado acabou absolvendo o então presidente democrata e, nas eleições parlamentares seguintes, foram os republicanos que perderam cadeiras.

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Segundo uma pesquisa da Quinnipiac publicada nesta terça, 59% dos americanos rechaçam o procedimento de destituição, embora 64% admitam que Trump cometeu crimes antes de sua chegada ao poder.

Trump conta com o apoio do Senado, que segue nas mãos dos republicanos. Mas a Câmara alta se divide quando o presidente toma suas decisões mais polêmicas e, sobretudo, quando pretende absorver as prerrogativas do Congresso.

Isto poderia impedir o financiamento do trecho do muro que o presidente quer erguer na fronteira com o México para lutar contra a imigração ilegal. Para conseguir os fundos necessários, Trump declarou uma situação de emergência nacional, medida excepcional que permite evitar a aprovação do Congresso, o único que tem o poder de designar orçamento em tempos normais.

Após tentar dissuadir o presidente, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, reconheceu na segunda-feira que há rebeldes suficientes entre suas fileiras para bloquear o financiamento do muro, durante uma votação cuja data ainda não foi revelada.

A Câmara de Representantes já adotou essa resolução de desaprovação. Uma rejeição do Senado obrigaria Trump a impor o seu primeiro veto presidencial se quiser salvar o seu projeto de muro.

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