Após fracasso neoliberal, Argentina espera socorro do FMI ainda em setembro
Após a política neoliberal do presidente Maurício Macri jogar a Argentina em uma crise sem precedentes nos últimos anos, o ministro da Fazenda, Nicolas Dujovne, disse esperar que o FMI vote na segunda metade de setembro o pedido de adiantamento dos US$ 50 bilhões solicitado pelo país; somente neste ano, o peso argentino acumula uma desvalorização de 52,24% em relação ao dólar
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Reuters - A Argentina espera que o Fundo Monetário Internacional (FMI) vote na segunda metade de setembro o pedido de adiantamento dos recursos estabelecidos em um convênio prévio, afirmou na terça-feira o ministro da Fazenda do país, Nicolas Dujovne, após reunião com a diretora-gerente do fundo.
Ministro da Fazenda da Argentina, Nicolas Dujovne, fala com repórteres em Washington 04/09/2018 REUTERS/Yuri Gripas
Com a antecipação dos 50 bilhões de dólares de financiamento que a Argentina obteve junto ao FMI, o presidente Mauricio Macri busca dar um sinal de confiança aos mercados que, apesar das medidas recentes de ajuste fiscal, ainda não deram indicações de respaldo à economia do país.
"Pretendemos que (o pedido da Argentina) seja votado no 'board' (diretoria do FMI)...na segunda metade de setembro", disse Dujovne a jornalistas após o encontro com Lagarde em Washington.
Segundo ele, o encontro foi "muito bom", enquanto Lagarde destacou minutos antes que o objetivo das reuniões que equipes técnicas continuarão realizando é "alcançar uma conclusão rápida para apresentar uma proposta à diretoria do FMI".
A economia da Argentina vem sofrendo com a inflação alta e uma recessão que geram cada vez mais descontentamento da população com o governo de Macri.
O peso argentino acumula uma desvalorização de 52,24 por cento em relação ao dólar neste ano. Na terça-feira, a moeda voltou a cair —perdeu 2,18 por cento, e foi a 39,05 por dólar.
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