Após evacuação, Azovstal ainda abriga cerca de 200 civis, diz militar ucraniano

Um primeiro grupo de aproximadamente 100 civis foi evacuado no último domingo (1º), após semanas de negociações entre Kiev e Moscou

Um comboio de ônibus transportando civis de Mariupol, incluindo evacuados da siderúrgica Azovstal, é visto em uma estrada a caminho de Zaporizhzhia, durante o conflito Ucrânia-Rússia na região de Donetsk, Ucrânia, 2 de maio de 2022
Um comboio de ônibus transportando civis de Mariupol, incluindo evacuados da siderúrgica Azovstal, é visto em uma estrada a caminho de Zaporizhzhia, durante o conflito Ucrânia-Rússia na região de Donetsk, Ucrânia, 2 de maio de 2022 (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)


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(ANSA) - Cerca de 200 civis, incluindo 20 crianças, continuam refugiados no complexo siderúrgico Azovstal, último reduto da resistência ucraniana na cidade de Mariupol, no sudeste do país.

O número foi divulgado nesta segunda-feira (2) por Denys Shleha, comandante da 12ª Brigada Operacional da Guarda Nacional ucraniana. "Assim que a evacuação de ontem foi concluída, o inimigo recomeçou a usar todo tipo de arma. A noite foi agitada", disse.

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Um primeiro grupo de aproximadamente 100 civis foi evacuado no último domingo (1º), após semanas de negociações entre Kiev e Moscou. "Não posso acreditar. Dois meses de escuridão. Não vimos mais a luz do sol", disse a sobrevivente Natalia Usmanova, em um vídeo da emissora britânica BBC, após ter sido resgatada da Azovstal.

Com uma ampla rede de túneis e abrigos subterrâneos, a siderúrgica se tornou refúgio para civis após o início da invasão russa, especialmente famílias de metalúrgicos e moradores dos arredores.

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Segundo autoridades ucranianas, a Azovstal voltou a ser alvo de bombardeios nesta segunda-feira. O local também abriga militares e centenas de combatentes do Batalhão de Azov, milícia de extrema direita acusada de neonazismo por Moscou.

A conquista de Mariupol, uma das cidades mais importantes da região de Donetsk, era crucial para o objetivo da Rússia de estabelecer um corredor terrestre entre a Crimeia anexada e os territórios rebeldes do leste da Ucrânia.

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A Prefeitura de Mariupol estima que mais de 20 mil pessoas tenham sido mortas durante o assédio russo à cidade. 

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