Após decisão da Suprema Corte dos EUA, manifestantes antiaborto ocupam ruas de Madri

Participaram do evento cerca de 200 organizações civis antiaborto, mas também associações contrárias à eutanásia

(Foto: REUTERS / YVES HERMAN)


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Diane Cambon, da RFI - Cerca de 6 mil manifestantes contrários ao aborto participaram de uma passeata neste domingo (26) em Madri sob o lema “Nossa vida está em jogo”. A reforma da lei sobre o tema na Espanha, que está em estudo e permite a interrupção voluntária da gravidez a partir dos 16 anos, mesmo sem consentimento dos pais, é alvo de fortes críticas. A manifestação acontece apenas dois dias após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de declarar o aborto inconstitucional.

Participaram do evento cerca de 200 organizações civis antiaborto, mas também associações contrárias à eutanásia, além de grupos cristãos que defendem a tradicional família heterossexual.

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O cartaz à frente da passeata estampa uma mensagem clara: “Em nome da verdade e da natureza humana, defendamos a vida”. Organizada por coletivos católicos, a manifestação se opõe não apenas ao projeto de reforma do aborto que o governo socialista pretende adotar em breve, mas, de uma maneira geral, a todas as leis sociais adotadas pelo executivo do presidente Pedro Sanchez.

Entre os manifestantes estavam presentes membros do Partido Popular (PP), mas também muitos jovens, como Juan, de 23 anos, que declara seu posicionamento contrário à reforma da lei proposta pelo governo: "Nós, jovens, defendemos a vida e uma sociedade que apoie a vida e o direito à maternidade".

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Já para Maria, uma avó acompanhada pelos seis netos, esta manifestação é também uma oportunidade para reivindicar os valores cristãos, que, em sua opinião, estão sob ataque. "Eles aprovaram leis que vão contra a vida, apoiando uma filosofia de vida que destrói o núcleo duro da família, por isso estou aqui para protestar contra tudo isso", ela declarou.

Meio à multidão, diversos cartazes apoiavam a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos de declarar o aborto inconstitucional. Para o coletivo católico de extrema-direita HazteOir, (Faça-se ouvir, em tradução livre) este é o modelo a ser seguido.

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