Apesar de restrições, manifestantes antivax voltam às ruas na Itália

Em Milão, protesto foi liderado por sobrinho de John F. Kennedy

Protesto antivacina na Itália
Protesto antivacina na Itália (Foto: Ansa)


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(ANSA) - Manifestantes voltaram às ruas da Itália neste sábado (13) para protestar contra a exigência de certificado sanitário anti-Covid em todos os locais de trabalho.

Os atos foram os primeiros após o governo italiano ter proibido protestos em "áreas urbanas sensíveis", como centros históricos das cidades, e sugerido às forças de segurança impedir a realização de passeatas.

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As regras, no entanto, tiveram pouco efeito prático, já que cabe aos prefeitos das províncias, em contato direto com os municípios, determinar quais áreas não poderiam receber manifestações.

Em Milão, um ato organizado pelo notório antivax Robert Kennedy Jr., filho do ex-senador americano Bobby Kennedy e sobrinho do ex-presidente John F. Kennedy, reuniu cerca de 4 mil pessoas, a maioria delas sem máscara e gritando coros contra o "passe verde", nome do certificado sanitário do governo.

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Robert Kennedy Jr., fundador da associação antivacina Children's Health Defense, foi aplaudido pelo público ao subir no palco. "O passe verde é um golpe de Estado, um instrumento para tirar nossos direitos, não é uma medida sanitária, é um instrumento para controlar nossa vida. Vocês acham que somos burros?", questionou.

Alguns manifestantes conseguiram entrar na Piazza Duomo, em pleno centro de Milão, após furar um cordão de segurança da polícia, mas foram rapidamente identificados e isolados.

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Em Roma, o protesto ocorreu no Circo Máximo, um amplo descampado no coração da área arqueológica da cidade, onde os manifestantes exibiram até uma menina no palco para simbolizar "todas as crianças".

"Tirem as mãos das crianças", gritavam os negacionistas, apesar de a vacinação anti-Covid na Itália ser permitida apenas para pessoas a partir de 12 anos.

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As manifestações contra o passe verde ganharam força após o governo ter tornado o certificado sanitário obrigatório em todos os locais de trabalho, em outubro passado.

Esse documento é fornecido a vacinados, curados ou testados contra a Covid-19, porém pessoas antivax precisam realizar de dois a três exames por semana para trabalhar sem correr o risco de ter o salário descontado.

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Os protestos culminaram na invasão da sede do principal sindicato da Itália, em Roma, e provocaram recordes de casos de coronavírus em cidades como Trieste, que registrou uma das maiores manifestações do país em outubro.

Com 84% do público-alvo totalmente vacinado, porém com mais de 7 milhões de pessoas ainda sem a primeira dose, a Itália vive um momento de alta nos casos e mortes por Covid, acendendo o sinal de alerta no governo, que, por enquanto, não restabeleceu nenhuma medida restritiva.

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