Ao contrário do que diz Trump, não há nenhuma prova de fraude nas eleições dos EUA, diz comissão federal

Não há nenhuma prova de que houve fraude nas eleições norte-americanas, de acordo com a advogada Ellen Weintraub, da Comissão Eleitoral Federal dos EUA

Donald Trump na Casa Branca
Donald Trump na Casa Branca (Foto: Carlos Barría/Reuters)


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247 - Ao contrário do que afirma o presidente dos Estados Unidos e candidato à reeleição, Donald Trump, não há nenhuma prova de que houve fraude nas eleições norte-americanas, de acordo com a advogada Ellen Weintraub, da Comissão Eleitoral Federal dos EUA.

"Não há provas de qualquer tipo de fraude eleitoral", afirmou à CNN. "Houve poucas reclamações sobre a forma como conduzimos as eleições", disse Weintraub. "Não há realmente nenhuma evidência de fraude. Nenhuma das contestações ofereceu qualquer evidência de fraude", reforçou.

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Neste sábado, 7, nas redes sociais, Trump voltou a acusar fraude nos votos da Pensilvânia, que indicam uma vitória do candidato do Partido Democrático, Joe Biden, que ultrapassou o republicano no início da sexta-feira, 6.

Segundo o presidente, dezenas de milhares de votos foram recebidos "ilegalmente" após o dia 3 de novembro, data em que ocorreram as eleições, na Pensilvânia e em alguns outros estados. As publicações receberam um alerta do Twitter, indicando que as mensagens podem conter informações incorretas sobre as eleições.

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"Dezenas de milhares de votos foram recebidos ilegalmente depois das 20h na terça-feira, dia da eleição, mudando total e facilmente os resultados na Pensilvânia e em alguns outros estados frágeis", escreveu o republicano em uma publicação no Twitter. "Por outro lado, centenas de milhares de votos foram ilegalmente proibidos de serem monitorados."

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Ele também fez referência a grupos de manifestantes que têm se reunido em locais de apuração dos votos para protestar. "As pessoas gritavam: PARE A CONTAGEM e EXIGIMOS TRANSPARÊNCIA (visto que os Observadores Legais não puderam entrar nas salas de contagem)!”

Uma decisão da Justiça Federal na quinta-feira, 5, rejeitou um pedido da campanha de Trump para suspender a votação no estado. Por pressão de Trump, houve recurso à Suprema Corte, que reafirmou uma decisão já tomada pela instância estadual segundo a qual os votos recebidos depois do dia 3 (dia da eleição) sejam contabilizados de forma separada.

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Os votos recebidos após o dia 3 e, em geral, por correio (permitido pela legislação eleitoral) foram fundamentais para alavancar a campanha de Biden em vários estados dos EUA, permitindo que o democrata ultrapassasse Trump em estados importantes, como Pensilvânia e Geórgia.

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