Ao contrário de Bolsonaro, Chile discute prisão para quem negar crimes da ditadura
Enquanto o presidente Jair Boslonaro determina que as Forças Armadas comemorem o golpe que resultou na ditadura militar em 1964, o Chile discute a implantação de um projeto de lei que prevê multas e até três anos de prisão para quem negar os crimes cometidos pela ditadura do general Augusto Pinochet, que durou 17 anos e deixou mais de 3 mil mortos e desaparecidos, além de prender ou torturar outras 40 mil pessoas, em sua maioria opositores do regime
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247 - Enquanto o presidente Jair Boslonaro determina que as Forças Armadas comemorem o golpe que resultou na ditadura militar em 1964, o Chile discute a implantação de um projeto de lei que prevê multas e até três anos de prisão para quem negar os crimes cometidos pela ditadura do general Augusto Pinochet, que durou 17 anos.
Segundo o blog do jornalista Daniel Avelar, da Folha de S. Paulo, o projeto foi apresentado em 2017 pelo governo da então presidente Michelle Bachelet e foi aprovado pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados em dezembro. O texto prevê, ainda, penas mais duras para os funcionários públicos que negarem os crimes cometidos pela ditadura chilena.
O governo do atual presidente, Sebastián Piñera, que é alinhado à direita do país, é contra a iniciativa sob a alegação de que ela viola os princípios da liberdade de expressão.
Segundo o jornal La Tercera, ao menos dez países possuem leis semelhantes, incluindo Alemanha, França e Israel, que criminalizam a negação dos crimes referentes ao Holocausto.
Recentemente, em sua viagem ao Chile, Bolsonaro elogiou a ditadura de Pinochet, que entre 1973 e 1990 deixou mais de 3 mil mortos e desaparecidos, além de prender e torturar outras 40 mil pessoas, em sua maioria opositores do regime. (Leia no Brasil 247)
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