Antes do G20, que virou G19, Merkel pede crescimento inclusivo

Em seu podcast semanal, a chanceler alemã disse que a conferência do G20 vai mergulhar em questões caras aos manifestantes, como distribuição de riquezas e o consumo de recursos; "Não é apenas sobre crescimento (econômico) mas, em vez disso, sobre crescimento sustentável", disse Angela Merkel; denunciado por corrupção, Michel Temer deixa o Brasil de fora da cúpula

German Chancellor Angela Merkel leads the weekly cabinet meeting at the chancellery in Berlin, Germany, September 29, 2015.REUTERS/Axel Schmidt
German Chancellor Angela Merkel leads the weekly cabinet meeting at the chancellery in Berlin, Germany, September 29, 2015.REUTERS/Axel Schmidt (Foto: Leonardo Attuch)


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BERLIM (Reuters) - Observando os protestos antiglobalização que estão sendo organizados em Hamburgo antes da reunião do G20 nesta semana, a chanceler alemã, Angela Merkel, disse neste domingo que os líderes terão que focar em desenvolvimento econômico inclusivo e sustentável em vez de sua própria prosperidade.

Em seu podcast semanal, a chanceler alemã disse que a conferência do G20 vai mergulhar em questões caras aos manifestantes, como distribuição de riquezas e o consumo de recursos – junto com questões correlatas como mudanças climáticas, livre mercado, proteção ao consumidor e garantia aos padrões sociais.

"Não é apenas sobre crescimento (econômico) mas, em vez disso, sobre crescimento sustentável", disse Merkel. “Nós teremos que apresentar uma situação vantajosa para todos. Os assuntos obviamente giram em torno da questão: como nós atingimos o desenvolvimento inclusivo ou sustentável?”

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Merkel, que visa um quarto mandato na eleição de 24 de setembro, destacou questões como: “o que estamos fazendo com nossos recursos? Quais são as regras para a distribuição de riqueza? Quantas pessoas estão participando? E quantos países são capazes de lucrar com isso?”

Dezenas de milhares de manifestantes protestaram contra a reunião debaixo de chuva em Hamburgo neste domingo, em uma prévia do encontro de 7 e 8 de julho, onde 21 mil policiais de toda a Alemanha protegerão a reunião das 20 maiores economias do mundo.

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As autoridades alemãs estão se preparando para problemas em Hamburgo, temendo que os protestos se tornem violentos como os que ocorreram fora da conferência do G8, em Gênova, Itália, em 2001, quando uma pessoa foi morta a tiros e centenas se feriram.

A manifestação deste domingo foi organizada por um grupo chamado "Onda de Protesto G20", com 50 mil a 100 mil manifestantes esperados para comparecerem no centro de Hamburgo. Outras manifestações nesta semana foram chamadas de "Bem-Vindo ao Inferno" e "G20 Não é Bem-Vindo)

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(Por Erik Kirschbaum)

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