Annan defende providências imediatas por parte da Síria
Visita do emissário da comunidade internacional ao país ocorre no momento em que o governo Assad foi condenado pelo Conselho de Segurança da ONU pelo massacre de 108 pessoas, em Houla, no Centro da Síria
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247, com Agência Brasil - Pouco depois de desembarcar nesta segunda-feira 28, em Damasco, o emissário da Organização das Nações Unidas (ONU) e da Liga Árabe para a Síria, Kofi Annan, disse considerar o massacre de 108 pessoas, em Houla, no centro do país, algo "terrível". Annan acrescentou ainda estar "chocado" com as informações de que as pessoas foram mortas à queima roupa, inclusive crianças. Ele pede que as autoridades sírias tomem providências imediatas para acabar com a onda de violência no país.
"Nessa crise, eu estou pessoalmente chocado e horrorizado com o trágico incidente em Houla", disse Annan. "É um crime terrível como o Conselho de Segurança condenou", acrescentou, referindo-se à decisão do órgão da ONU que condenou a ação do governo sírio em Houla.
Para Annan, quem está por trás do massacre em Houla deve ser "responsabilizado". Ele lembrou que os conflitos na Síria vão completar 15 meses e as principais vítimas são civis. Annan pediu ao governo sírio para tomar "medidas corajosas" e resolver de forma pacífica os confrontos.
"Todos os envolvidos [devem] ajudar a criar o contexto certo para um processo político credível", disse Annan, que pretende se reunir amanhã com o presidente da Síria, Bashar Al Assad, alvo dos protestos dos manifestantes, que pedem sua renúncia. "[O plano de cessar-fogo] deve ser amplamente implementado", reiterou.
Annan deve se reunir ainda nesta segunda 28 com o ministro dos Negócios Estrangeiros sírio, Walid Muallem. Nesta terça-feira 29, o emissário pretende se reunir com o presidente sírio, Bashar Al Assad. A ideia é negociar uma segunda proposta de cessar-fogo na região.
É a segunda visita de Annan à Síria, em três meses. Em abril, ele negociou um cessar-fogo com Assad. O acordo tem sido violado apesar de um grupo de observadores da ONU estar na Síria. A estimativa da ONU é que mais de 10 mil pessoas tenham morrido em 14 meses de confrontos na região.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247