Anistia diz ter ‘provas’ de tortura na Turquia

O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) afirmou que há provas concretas de abusos e de uso de tortura na Turquia contra pessoas detidas após tentativa de golpe de Estado no dia 15 de julho, que deixou mais de 200 mortos; em comunicado, o grupo, com sede em Londres, diz que algumas das pessoas estão sofrendo "espancamentos e torturas, incluindo estupros, em centro oficiais e não oficiais em todo o país"; a nota da AI é divulgada após várias declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre o restabelecimento da pena de morte no país; se a medida for concretiza, a Turquia terá que sair da União Europeia

Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan. 31/07/2015 REUTERS/Darren Whiteside
Presidente da Turquia, Tayyip Erdogan. 31/07/2015 REUTERS/Darren Whiteside (Foto: Leonardo Lucena)


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247 - O grupo de defesa dos direitos humanos Anistia Internacional (AI) afirmou neste domingo (24) que há provas concretas de abusos e de uso de tortura na Turquia contra pessoas detidas após tentativa de golpe de Estado no dia 15 de julho, que deixou mais de 200 mortos. Em comunicado, o grupo, com sede em Londres, diz que algumas das pessoas estão sofrendo "espancamentos e torturas, incluindo estupros, em centro oficiais e não oficiais em todo o país". A nota da AI é divulgada após várias declarações do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, sobre o restabelecimento da pena de morte no país.

Dois dias após a tentativa do golpe militar, Erdogan disse que não deveria haver atraso no uso da pena na capital no país. Ele acrescentou que o governo iria discutir a questão com partidos oposicionistas.

A Turquia suspendeu a pena de morte em 2004 para poder entrar na União Europeia (UE), mas os apelos para que seja restabelecida aumentaram depois de uma tentativa fracassada de golpe militar.

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Um dia após o anúncio de Erdogan, a chefe de política externa da  UE, Federica Mogherini, afirmou que a Turquia não poderá integrar o bloco europeu se reintroduzisse a pena de morte. "Deixe-me ser clara em uma coisa: nenhum país pode se tornar um estado membro da UE se introduz a pena de morte", afirmou.

 

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