Angela Merkel e Macron batem cabeça em divergência sobre a Otan

A chefe do governo da Alemanha, Angela Merkel divergiu do presidente francês ,Emmanuen Macron, sobre a Otan, uma semana antes da reunião de cúpula da Aliança Atlântica em Londres



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AFP - "A Otan tem sido um baluarte contra a guerra", que garante a liberdade e a paz há 70 anos, "em parte graças a nossos amigos americanos", declarou a chanceler na Câmara dos Deputados da Alemanha.

Merkel dedicou à Otan a maior parte dos seu discurso, que tinha como objetivo defender o orçamento federal de 2020. Ela respondeu ponto a ponto o presidente francês, que considera a Organização do Tratado do Atlântico Norte em estado de "morte cerebral".

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Fundada em 1949, em plena Guerra Fria, a Otan tem alguma utilidade? Sim, respondeu Merkel.

"É do nosso interesse preservar a Otan, mais do que durante a Guerra Fria", afirmou a chanceler, que cresceu na ex-Alemanha Oriental.

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Ela recordou a contribuição da Otan para a estabilização, desde o fim da Guerra Fria, da situação nos Bálcãs ou no Afeganistão.

"A Europa não pode defender-se por si só no momento, dependemos da Aliança Atlântica. É importante que trabalhemos para esta Aliança e assumamos mais responsabilidades", disse Merkel, em uma clara resposta a Macron, que defende o desenvolvimento de uma defesa europeia própria.

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Paris e Berlim já tentaram acalmar os ânimos após as críticas francesas, com um acordo, anunciado em 20 de novembro, para estabelecer um comitê de especialistas destinado a reforçar o processo político dentro da organização militar.

Outro aspecto da crise da Otan é a questão da participação de seus membros nos gastos militares. Nesse sentido, a chefe de Governo alemã respondeu aos críticos.

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Os aliados da Alemanha, em particular os Estados Unidos sob a presidência de Donald Trump, censuram a Alemanha porque, apesar de seus superávits orçamentários, o país participa em um nível insuficiente nos gastos da organização.

Berlim alcançará "no início da década de 2030 "o objetivo da Aliança Atlântica de destinar 2% do Produto Interno Bruto (PIB) aos gastos militares, disse Merkel.

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Também confirmou que pretende governar até o fim de seu mandato, que vai até o fim de 2021, apesar das ameaças que persistem sobre sua frágil coalizão com o Partido Social-Democrata.

Mas não parece certo que as promessas financeiras satisfaçam os Estados Unidos. O conselheiro de Defesa Nacional de Donald Trump, Robert O'Brien, advertiu que 2% representa um "limite mínimo".

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A Alemanha, cujo "poder econômico é imenso, tem a obrigação de investir de maneira apropriada em sua própria defesa e na de seus aliados", alertou no jornal Bild.

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