Análise: a história entre China e países árabes é sobre honestidade, confiança e apoio mútuo

A China e os países árabes tiveram intercâmbios há mais de dois mil anos

O rei saudita Salman bin Abdulaziz e o presidente chinês Xi Jinping assinam documentos durante uma reunião em Riad
O rei saudita Salman bin Abdulaziz e o presidente chinês Xi Jinping assinam documentos durante uma reunião em Riad (Foto: Bandar Algaloud/Courtesy of Saudi Royal Court/Handout via REUTERS)


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Rádio Internacional da China A Liga Árabe foi a primeira importante organização regional que reconheceu os êxitos antipandêmicos da China. O rei da Arábia Saudita, Salman bin Abdulaziz Al Saud, foi o primeiro chefe de Estado que enviou mensagem para o presidente chinês, Xi Jinping, para manifestar apoio às medidas antipandêmicas da China. O sistema de navegação por satélite chinês, BeiDou, obteve seu primeiro centro estrangeiro na Tunísia.

A China e os países árabes tiveram intercâmbios há mais de dois mil anos. Quer na antiga Rota da Seda, quer no palco internacional atual, as cooperações entre os dois lados residem na honestidade, confiança e apoio mútuo.

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Primeiro, o apoio político nunca faltou nos importantes eventos. Na Assembleia Geral das Nações Unidas há 51 anos, 13 países árabes deram votos a favor da recuperação da vaga legítima da República Popular da China na ONU. Até agora, a China já estabeleceu parcerias estratégicas com 12 países árabes e a Liga Árabe. Em janeiro de 2016, quando visitava a sede da Liga Árabe, o presidente chinês, Xi Jinping, disse que a confiança entre as duas partes é inquebrável e não pode ser comprada por dinheiro.

Antes da Copa do Mundo do Catar, perante o chamado boicote político de alguns países ocidentais, a China anunciou resoluto apoio ao Catar e firme oposição à politização do esporte. Vale lembrar que, em fevereiro deste ano, líderes de vários países árabes, como Egito, Catar, Emirados Árabes Unidos, compareceram à cerimônia de abertura das Olimpíadas de Inverno de Beijing, manifestando seu apoio à China. Em agosto deste ano, quando a presidente da Câmara dos Representantes dos EUA, Nancy Pelosi, visitou Taiwan, todos os 22 países árabes ressaltaram o princípio de “Uma só China”.

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Segundo, as cooperações econômicas entre os dois lados têm uma longa história e avançaram muito com a iniciativa “Cinturão e Rota”. Até agora, a China já assinou acordos de cooperação em prol do “Cinturão e Rota” com 20 países árabes e com a Liga Árabe. Em 2021, o valor dos investimentos mútuos entre a China e os países árabes atingiu US$ 27 bilhões, sendo 2,6 vezes da cifra de 10 anos atrás, e o valor comercial bilateral ultrapassou US$ 330 bilhões, sendo 1,5 vez maior do que na década anterior.

Terceiro, a China e os países árabes têm reconhecimento mútuo sobre as culturas e civilizações. Até outubro de 2022, quatro países árabes - Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Egito e Tunísia, anunciaram a integração do idioma chinês em seus sistemas nacionais de educação. Além disso, 15 países árabes já contam com escolas de ensino de chinês.

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Tradução: Luís Zhao
Revisão: Diego Goulart

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