Amigo de Bolsonaro, Netanyahu é indiciado por corrupção pela Justiça israelense

A Justiça de Israel acusou nesta quinta-feira (21) o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, por uma série de crimes de corrupção, aprofundando ainda mais a crise política no país. Netanyahu é o executor de uma política de genocídio contra o povo palestino, aliado no plano internacional de governantes reacionários como Trump nos Estados Unidos e Bolsonaro no Brasil

Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção
Benjamin Netanyahu, acusado de corrupção (Foto: Sputnik)


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Sputnik - O procurador-geral israelense, Avichai Mandelblit, indiciou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em três casos de corrupção. O amigo de Trump e BOlsonaro é acusado de fraude, quebra de confiança e suborno. É a primeira vez que um chefe de governo em exercício é acusado de um crime no país. 

Netanyahu é acusado de aceitar milhares de dólares em presentes, incluindo garrafas de champanhe e charutos, de amigos ricos, de oferecer troca de favores a um dono de de jornal e de usar sua influência para ajudar um empresário do setor de telecomunicação em retribuição a uma cobertura favorável em um popular site de notícias. 

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A medida da Justiça não obriga que o primeiro-ministro renuncie, mas aumenta a pressão para que ele deixe o governo.  Segundo Netanyahu, as acusações fazem parte de uma caça às bruxas.

Em fevereiro, a polícia recomendou a Mandelblit que fizesse as acusações contra o dirigente. De acordo com o jornal The Jerusalem Post, o procurador-geral vai pedir ao Knesset (Parlamento israelense) que retire a imunidade de Netanyahu, processo que pode levar 30 dias. 

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Netanyahu terá que deixar o governo. O presidente de Israel, Reuven Rivlin, encarregou o Parlamento de encontrar um novo primeiro-ministro, enquanto ele tenta evitar novas eleições depois que Netanyahu e seu rival Benny Gantz falharam em formar um governo.

O Parlamento terá agora até 11 de dezembro para encontrar um candidato que possa comandar o apoio da maioria dos 120 parlamentares do país ou uma nova eleição geral será convocada para o início de 2020. Seria a terceira nos últimos 12 meses.

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