Altman: “viva os hackers da Coreia do Norte!”

Jornalista Breno Altman condena gesto do presidente Barack Obama, que criticou a Sony por ter adiado a estreia de "A entrevista", filme sobre o ditador norte-coreano Kim Jong-un, após a invasão hacker atribuída à Coreia do Norte, e por agir como "guarda pretoriana" de uma companhia privada; "Salta aos olhos a aberração de tratar como terroristas quem protesta, mesmo de forma ilegal, mas não violenta, contra um simples filme"; "Se o cinema é ferramenta do neocolonialismo, frente ao qual os povos da periferia do mundo, pela via do mercado, pouco ou nada podem, não são legítimas ações de resistência como as dos Guardiões da Paz?", questiona Altman

Jornalista Breno Altman condena gesto do presidente Barack Obama, que criticou a Sony por ter adiado a estreia de "A entrevista", filme sobre o ditador norte-coreano Kim Jong-un, após a invasão hacker atribuída à Coreia do Norte, e por agir como "guarda pretoriana" de uma companhia privada; "Salta aos olhos a aberração de tratar como terroristas quem protesta, mesmo de forma ilegal, mas não violenta, contra um simples filme"; "Se o cinema é ferramenta do neocolonialismo, frente ao qual os povos da periferia do mundo, pela via do mercado, pouco ou nada podem, não são legítimas ações de resistência como as dos Guardiões da Paz?", questiona Altman
Jornalista Breno Altman condena gesto do presidente Barack Obama, que criticou a Sony por ter adiado a estreia de "A entrevista", filme sobre o ditador norte-coreano Kim Jong-un, após a invasão hacker atribuída à Coreia do Norte, e por agir como "guarda pretoriana" de uma companhia privada; "Salta aos olhos a aberração de tratar como terroristas quem protesta, mesmo de forma ilegal, mas não violenta, contra um simples filme"; "Se o cinema é ferramenta do neocolonialismo, frente ao qual os povos da periferia do mundo, pela via do mercado, pouco ou nada podem, não são legítimas ações de resistência como as dos Guardiões da Paz?", questiona Altman (Foto: Gisele Federicce)


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247 – Em nova coluna publicada em seu blog parceiro do 247, o jornalista Breno Altman critica a interferência do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, no episódio em que hackers atribuídos à Coreia do Norte invadiram servidores da Sony e a empresa, ameaçada, decidiu adiar – ou desistir – a estreia do filme "A entrevista", uma sátira sobre o ditador norte-coreano Kim Jong-un.

Altman critica Obama "primeiro para criticar a própria Sony, por ceder aos arreganhos da organização cibernética. Depois, para agir como guarda pretoriana de uma companhia privada, colocando o Estado mais poderoso do mundo a serviço de negócios cinematográficos, transformando assunto de polícia em questão de segurança nacional". "Salta aos olhos a aberração de tratar como terroristas quem protesta, mesmo de forma ilegal, mas não violenta, contra um simples filme", ataca.

"São inúmeros os estudos que consideram este ramo de atividade, além de altamente lucrativo, o principal braço cultural da hegemonia imperialista. O cinema, ao longo de décadas, tem disseminado, junto com diversão de massas, valores e identidades que fortalecem o papel dos Estados Unidos, enaltecendo tanto o sistema político-econômico quanto o estilo de vida do capitalismo local. Os adversários destas ideias e interesses, de maneira quase infalível e sem qualquer chance de defesa, são esculhambados como abutres da humanidade", diz trecho do artigo.

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Segundo o colunista, "se o cinema é ferramenta do neocolonialismo, frente ao qual os povos da periferia do mundo, pela via do mercado, pouco ou nada podem, não são legítimas ações de resistência como as dos Guardiões da Paz?". Ele também questiona se "a imediata e ríspida intervenção de Obama não esclarece que, muito além da circulação de produto para entretenimento, o que está em jogo é a possibilidade ilimitada de colocar a industrialização do cinema no arsenal da geopolítica?".

Leia aqui a íntegra do texto.

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