Alta comissária da ONU para Direitos Humanos denuncia morte de ativistas e desmonte ambiental no Brasil

Alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, disse que o Brasil está incluído na lista dos 50 casos mais graves de abusos e violações aos direitos humanos no mundo, ao lado de países como Arábia Saudita, Paquistão, China, Etiópia, Rússia e do racismo nos EUA

(Foto: JORGE SILVA/REUTERS)


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247 - A alta comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet, denunciou os ataques contra jornalistas e ativistas no Brasil, além de alertar para o desmonte das políticas e dos mecanismos de controle ambiental no Brasil. Segundo reportagem do jornalista Jamil Chade, no UOL, o Brasil está incluído na lista dos 50 casos mais graves de abusos e violações aos direitos humanos no mundo, ao lado de países como Arábia Saudita, Paquistão, China, Etiópia, Rússia e do racismo nos EUA. 

No texto, Chade ressalta que “as críticas ocorrem cinco dias depois do discurso dos ministros Ernesto Araújo e Damares Alves, no mesmo Conselho de Direitos Humanos da ONU. Nenhum dos dois citou o desmonte da aplicação de controles ambientais e muito menos os ataques contra ativistas ou jornalistas”.

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Segundo Bachelet, a situação ambiental no Brasil é preocupante. "No Brasil e outros países da Amazônia e do Pantanal, a redução da aplicação das leis ambientais durante a pandemia levou a um aumento da mineração ilegal e do corte ilegal de madeira, com impacto particularmente prejudicial sobre os povos indígenas", disse a ex-presidente do Chile.

A alta comissária da ONU também condenou os ataques contra jornalistas e ativistas. ‘"Em toda a região, estou preocupada com os contínuos ataques a ativistas ambientais, defensores dos direitos humanos e jornalistas, incluindo assassinatos, bem como com o uso inadequado de leis criminais para silenciar vozes críticas”, disse Bachelet, de acordo com a reportagem.

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Ainda segundo Jamil Chade, novas queixas ainda serão apresentadas contra o governo Bolsonaro. “Elas vão denunciar a situação do meio ambiente, tortura, a morte de ativistas de direitos humanos e a intolerância religiosa”, afirma o jornalista. 

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