Alinhado aos EUA, Bolsonaro quer cortar relações com Cuba
Depois de anunciar a transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém, seguindo a linha de Washington, o presidente eleito Jair Bolsonaro dá mais uma demonstração de alinhamento total com a política externa dos Estados Unidos e anuncia uma possível suspensão das relações diplomáticas com Cuba
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247 - Depois de anunciar que, assim como os Estados Unidos, mudará a embaixada do país para Tel Aviv, o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) dá uma demonstração de subserviência ao governo estadunidense. Em entrevista ao Correio Braziliense publicada nesta sexta-feira (2), Bolsonaro questionou a possibilidade de manter relações diplomáticas com Cuba.
"Olha, respeitosamente, qual o negócio que podemos fazer com Cuba? Vamos falar de direitos humanos? Pega uma senhora que está aí de branco, que veio no programa Mais Médicos. Falei “senhora” porque não sei se ela é médica, não fez programa de revalidação. Pergunta se ela tem filhos. Já perguntei. Tem dois, três, estão em Cuba. Não vêm para cá. Isso para uma mãe, não é mais que uma tortura? Ficar um ano longe dos filhos menores? Quem vem para cá de outros países ganha salário integral. Os cubanos ganham aproximadamente 25% do salário. O resto vai para alimentar a ditadura cubana? Foi acertado há quatro anos, quando Dilma era presidente, que se alguém pedisse exílio seria extraditado. Dá para manter relações diplomáticas com um país que trata os seus dessa maneira?", questionou Bolsonaro.
Ele diz que tem interesse em manter o programa Mais Médicos, que conta com a participação de milhares de médicos cubanos, mas diz que as regras que envolvem os especialistas do país caribenho precisam mudar.
"Queremos o Mais Médicos? Podem continuar. Revalida, salário integral e traz a família para cá. Eles topam? Queremos reciprocidade. Embaixada da Venezuela: o embaixador já veio para cá, a embaixada já foi desativada, não temos mais contato. Agora, veio no governo do Michel Temer, porque no governo do PT… Essa decisão teria que ter sido tomada há mais tempo: chamar o embaixador, conversar", finalizou.
Leia aqui a íntegra da entrevista.
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