Alemanha "provavelmente" conseguirá lidar com inverno caso Rússia suspenda gás, diz Scholz

"Se a Rússia interromper as entregas, o que continua reduzindo, podemos aumentar as entregas da Noruega, Holanda, da direção da Europa Ocidental", afirmou o chanceler alemão

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Sputnik Brasil - O chanceler da Alemanha, Olaf Scholz, disse nesta quinta-feira (1º) que a Alemanha adotou um grande pacote de medidas e que, mesmo que a Rússia não forneça mais seu gás, o país "provavelmente" ainda pode conseguir lidar inverno.

O Nord Stream 1, o principal gasoduto que abastece a Europa com gás natural russo, operava com 40% de sua capacidade desde meados de junho e 20% a partir do final de julho. A gigante de energia russa Gazprom atribuiu volumes menores aos problemas com manutenção e reparo das turbinas da Siemens.

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Segundo Scholz, a prioridade agora é garantir o fornecimento de fontes de energia, como carvão, petróleo e gás, da Rússia, Noruega, Holanda e via direção da Europa Ocidental.

"No entanto, se a Rússia interromper as entregas, o que continua reduzindo, podemos aumentar as entregas da Noruega, Holanda, da direção da Europa Ocidental", disse o ministro em uma reunião com concidadãos na cidade ocidental de Essen.

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Scholz afirmou que o país está construindo terminais de gás natural liquefeito (GNL) na costa norte da Alemanha, nos mares do Norte e Báltico, bem como oleodutos para importar produtos adicionais. Os primeiros terminais serão lançados em janeiro de 2023.

O governo também decidiu encher as instalações de armazenamento de gás do país e retomar a operação de usinas de carvão.

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"E a este respeito, podemos dizer agora que, mesmo que seja muito difícil, provavelmente conseguiremos lidar com este inverno", enfatizou o ministro.

Markus Soeder, ministro-presidente do estado da Baviera, afirmou no último domingo (28) que os parceiros internacionais da Alemanha ainda não ajudaram o país a encontrar um substituto para o gás russo.

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Boicote à Rússia

Após o início da operação especial russa na Ucrânia, o Ocidente endureceu a pressão sobre Moscou. Vários países anunciaram o congelamento de ativos russos, múltiplas empresas estrangeiras abandonaram o país. A União Europeia já aprovou seis pacotes de sanções, inclusive o embargo ao carvão e ao petróleo russos.

Porém as medidas causaram problemas no próprio Ocidente, provocando alta nos preços dos produtos alimentares e dos combustíveis e resultando em uma inflação galopante.

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A Alemanha, que está entre os países que fortaleceram a pressão das sanções contra Moscou, enfrenta uma crise energética em razão do boicote à Rússia.

O Kremlin qualificou as sanções de "guerra econômica sem precedentes" e tomou medidas de resposta, tendo proibido aos investidores estrangeiros retirar dinheiro do sistema financeiro russo e obrigado os compradores europeus de gás a pagar em rublos.

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