Alemanha prepara mega operação para começar a vacinar população em massa ainda em dezembro

Idosos acima de 80 anos e quem mora ou trabalha em asilos estão no topo da lista. Vacinação é voluntária e está prevista para começar em 27 de dezembro.

Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante reunião semanal do gabinete em Berlim 28/10/2020
Chanceler da Alemanha, Angela Merkel, durante reunião semanal do gabinete em Berlim 28/10/2020 (Foto: Kay Nietfeld/Pool via REUTERS)


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DW - A Alemanha se prepara para o que deverá ser um de seus maiores desafios logísticos em muito tempo: depois que a Agência Europeia de Medicamentos (EMA) anunciou que decidiria já no dia 21 de dezembro sobre a aprovação da vacina da Biontech e Pfizer contra o coronavírus, os preparativos estão a todo vapor.

Apesar de politicamente independente, a EMA cedeu às pressões, também do governo alemão, e antecipou a data para uma recomendação de aprovação, antes prevista somente para 29 de dezembro. A vacinação com o imunizante da Pfizer-Biontech pode, portanto, começar antes do previsto na Alemanha, provavelmente dia 27 de dezembro.

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A portaria que regulamenta a vacinação contra a covid-19 deve ser assinada nesta sexta-feira (18/12) pelo ministro da Saúde, Jens Spahn. Nesse mesmo dia, a Alemanha registrou um recorde de novas infecções em 24 horas: 33.777 casos, e mais 813 mortes.

Idosos e doentes primeiro

Especialistas da Comissão Permanente de Vacinação, um grupo independente que assessora o governo, entregaram um plano de vacinação para o Ministério da Saúde, com sugestões para a ordem de vacinação da população.

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Mas o ministro Jens Spahn alterou a ordem sugerida, que tinha originalmente cinco categorias e que agora ficou assim:

O primeiro grupo a ser vacinado é o dos idosos com mais de 80 anos, os idosos que moram em asilos, as pessoas que necessitam de cuidados especiais e os cuidadores dessas pessoas. Médicos e enfermeiros que estão muito expostos so coronavírus também estão nesse grupo. Spahn calcula que só a vacinação desse grupo deverá durar de um a dois meses.

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O segundo grupo é formado pelas pessoas com mais de 70 anos, as que sofrem de demência, os portadores da síndrome de Down, quem passou por um transplante, quem mora em centros de acolhimentos e pessoas próximas daquelas que necessitam de cuidados especiais.

O terceiro grupo engloba as pessoas com mais de 60 anos, doentes crônicos e pessoas que ocupam cargos relevantes para o funcionamento da sociedade, como professores, educadores, policiais e caixas de supermercado.

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Somente depois desses grupos, o restante da população poderá tomar a vacina. Spahn não descartou ajustes no plano ao longo do processo.

Quem desejar se vacinar deve comprovar, por meio de documentos de identidade ou atestado médico, que pertence a um desses grupos.

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Quem irá arcar com o custo das vacinas será o governo federal, que também ficará encarregado do armazenamento delas. Para isso, foi reservado um orçamento de cerca de 2,7 bilhões de euros. Os estados, por sua vez, ficarão responsáveis pela distribuição das vacinas aos 440 centros do país.

Principais desafios

A maior preocupação gira em torno de dois problemas: a vacina deve ser mantida resfriada a 70 graus negativos até o momento imediatamente anterior ao uso, quando só então deve ser descongelada e administrada.

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