Alemanha busca limitar imigração do norte da África

A iniciativa surge após a indignação com os ataques sexuais às mulheres em Colônia na véspera do Ano Novo, atribuídos predominantemente aos imigrantes do norte africano que aguçaram um debate nacional sobre a política de portas abertas para refugiados adotada pela chanceler Angela Merkel

German Chancellor Angela Merkel addresses the media during a joint press conference as part of a meeting with Prime Minister of Singapore Lee Hsien Loong at the chancellery in Berlin, Germany, Tuesday, Feb. 3, 2015. (AP Photo/Steffi Loos)
German Chancellor Angela Merkel addresses the media during a joint press conference as part of a meeting with Prime Minister of Singapore Lee Hsien Loong at the chancellery in Berlin, Germany, Tuesday, Feb. 3, 2015. (AP Photo/Steffi Loos) (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Caroline Copley e Michael Nienaber

BERLIM (Reuters) - A Alemanha quer limitar a imigração do norte da África declarando Marrocos, Argélia e Tunísia como países “seguros”, disseram funcionários da coalizão governista nesta segunda-feira, cortando a praticamente zero a chance de conceder asilo a cidadãos desses países.

A iniciativa surge após a indignação com os ataques sexuais às mulheres em Colônia na véspera do Ano Novo, atribuídos predominantemente aos imigrantes do norte africano que aguçaram um debate nacional sobre a política de portas abertas para refugiados adotada pela chanceler Angela Merkel.

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País mais populoso e a maior economia da Europa, a Alemanha tem suportado o peso do maior fluxo de entrada de refugiados do continente desde a Segunda Guerra Mundial. Cerca de 1,1 milhão de pessoas em busca de asilo chegaram ao país em 2015, a maioria fugindo da guerra e da pobreza na Síria, no Afeganistão e no Iraque.

O partido conservador de Merkel, o União Democrata-Cristã (CDU, na sigla em inglês), concordou nesta segunda-feira que o Marrocos, a Argélia e a Tunísia devem ser designados como países seguros.

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A iniciativa é destinada a reduzir o número de chegadas provenientes desses países e facilitar as deportações, disse Peter Tauber, secretário-geral da CDU, após uma reunião de altos membros do partido.

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