Al-Assad denuncia: "Guerra contra a Síria foi provocada a partir do exterior"

O presidente sírio, Bashar Al-Assad, denunciou que a guerra imposta a este país árabe foi incitada por fatores externos, com um plano hostil elaborado por potências ocidentais como Estados Unidos, França e Reino Unido

Pessoas passam por bandeira da Síria em Damasco 14/03/2016 REUTERS/Omar Sanadiki
Pessoas passam por bandeira da Síria em Damasco 14/03/2016 REUTERS/Omar Sanadiki (Foto: Reinaldo)


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247, com Prensa Latina - Em entrevista concedida à emissora russa NTV e reproduzida na segunda-feira (25) pela imprensa síria, o governante manifestou que nenhuma nação na região do Oriente Médio sofreu um conflito armado similar ao da Síria.

Avaliou que esses países não sofrem uma guerra como a que se empreende, desde 2011, contra a Síria, embora sociedades como as do Golfo tenham problemas piores que os da Síria, tipificados na falta de liberdades tanto para mulheres como para homens.

Assinalou também que alguns governos, como os da Turquia, Arábia Saudita e Catar, planejaram o complô contra a Síria e enviaram fundos financeiros ao país desde o início do conflito armado.

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Em reiteradas ocasiões as autoridades sírias advertiram que Ancara, Riad e Doha fornecem recursos financeiros e logísticos aos grupos terroristas assentados neste país, com o objetivo de criar o caos e derrubar o governo.

Mais adiante, o presidente expressou que hoje Síria está unida e não destroçada, apesar de que geograficamente existam territórios do país ocupados por formações radicais, respaldadas pelos Estados Unidos e seus aliados ocidentais.

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Em outra parte de sua intervenção, o chefe de Estado destacou que Damasco não permitirá que o Ocidente participe na reconstrução do país, já que a Síria mobilizará seus próprios recursos humanos e financeiros para tal fim.

Considerou que, caso falte dinheiro para a reconstrução de infraestruturas destruídas pela guerra, o governo sírio pedirá empréstimos a países amigos e aos sírios que vivem no exterior.

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Al-Assad, confirmou que a Síria não possui armas químicas desde 2013, e expressou que os países ocidentais usam o pretexto de que Damasco utiliza substâncias tóxicas quando os agrupamentos radicais que apadrinham sofrem derrotas ou para justificar sua intervenção militar direta ou atacar o exército sírio.

Depois de ratificar os profundos laços de amizade existentes entre a Síria e a Rússia, que datam de seis décadas, o governante assinalou que o país euro-asiático, ator importante para o equilíbrio mundial, luta junto a Damasco para erradicar o terrorismo.

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A guerra na Síria, desencadeada há mais de sete anos e na qual o Exército enfrenta grupos terroristas, apoiados por Estados ocidentais e da região, deixou até agora um saldo de mais de meio milhão de mortos e feridos, de acordo com organismos humanitários.

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