Ajuda humanitária ao Iêmen está bloqueada, diz Cruz Vermelha

Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse neste sábado, 4, que os três carregamentos de ajuda humanitária e equipe médica que está tentando enviar para o Iêmen ainda estavam bloqueados, apesar dos apelos feitos à coalizão militar liderada Arábia Saudita que controla portos e espaço aéreo do Iêmen; segundo a ONU, 519 pessoas foram mortas e quase 1.700 ficaram feridas nos ataques sauditas contra combatentes Houthi; "Situação está ficando pior, a cada hora que passa as pessoas estão morrendo no Iêmen e precisamos levar isso em urgência", disse a porta-voz Sitara Jabeen

Fábrica de laticínios alvo de explosão em Houdieda, no Iêmen. 01/04/2015 REUTERS/Stringer
Fábrica de laticínios alvo de explosão em Houdieda, no Iêmen. 01/04/2015 REUTERS/Stringer (Foto: Aquiles Lins)


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GENEBRA (Reuters) - O Comitê Internacional da Cruz Vermelha disse neste sábado que os três carregamentos de ajuda humanitária e equipe médica que está tentando enviar para o Iêmen ainda estavam bloqueados, apesar dos apelos feitos à coalizão militar liderada Arábia Saudita que controla portos e espaço aéreo do Iêmen.

O comitê está buscando garantias de segurança para dois aviões com destino a Sanaa, um com suprimentos médicos para até 1.000 pessoas feridas e outro com 30 toneladas de suprimentos médicos e de saneamento de água, bem como um barco para levar uma equipe cirúrgica para Aden.

A organização de ajuda acusou na terça-feira a coalizão liderada pela Arábia Saudita, que está promovendo uma campanha de ataques aéreos contra combatentes Houthi no Iêmen, de impedir a distribuição de ajuda.

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"Nossas fontes ainda estão bloqueadas", disse a porta-voz Sitara Jabeen. "A situação está ficando pior, a cada hora que passa as pessoas estão morrendo no Iêmen e precisamos levar isso em urgência."

As declarações foram feitas antes de uma reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas convocada pela Rússia para discutir uma pausa humanitária nos ataques aéreos.

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A coordenadora de ajuda da ONU, Valerie Amos, disse na quinta-feira que 519 pessoas foram mortas nos combates nas últimas duas semanas e quase 1.700 ficaram feridas, sem especificar se esses números incluíam combatentes.

O conflito também está cortando serviços vitais. Moradores do centro de Aden, cidade do sul do país onde os combatentes Houthi e seus aliados têm lutado contra as forças leais ao presidente Abd-Rabbu Mansour Hadi, disseram neste sábado que algumas áreas ficaram sem água ou eletricidade por dois dias.

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Outro grupo de ajuda médica de emergência, o Médicos Sem Fronteiras, também disse que o fechamento de aeroportos e restrições navais no Iêmen têm impedido o envio de equipes médicas e suprimentos.

(Por Stephanie Nebehay)

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