AIEA diz que usina foi violada; Rússia pede reunião na ONU

O governo de Moscou pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para discutir o suposto bombardeio pela Ucrânia contra a usina de Zaporizhzhia

Usina Nuclear de Zaporizhzhia
Usina Nuclear de Zaporizhzhia (Foto: REUTERS/Alexander Ermochenko)


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(ANSA) - O diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou nesta quinta-feira (1°) que a usina nuclear de Zaporizhzhia, ocupada pela Rússia, na Ucrânia, teve sua "integridade física violada repetidamente".

"Isso é algo que não pode continuar acontecendo", disse ele à imprensa após visitar o local e retornar ao território controlado por Kiev.

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Grossi, que inspecionou a fábrica hoje, também ressaltou que continuará preocupado até que a situação na região seja estabilizada e, portanto, um grupo de especialistas da AIEA permanecerá no local "por vários dias".

"Não vamos a lugar nenhum. A AIEA agora está lá, está na fábrica e não está se movendo - vai ficar lá", disse. Tanto a Rússia quanto a Ucrânia dizem temer um possível desastre radioativo como resultado de diversos bombardeios que os lados se acusam mutuamente.

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O governo de Moscou, inclusive, pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU para o próximo dia 6 de setembro para discutir o suposto bombardeio pela Ucrânia contra a usina de Zaporizhzhia.

A informação foi divulgada pelo vice-embaixador russo na ONU, Dmitry Polyanskiy, o qual revelou que o pedido vem "após o bombardeio contínuo da usina pela Ucrânia e da tentativa imprudente do regime de Kiev de inviabilizar a visita da missão da AEIA".

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Moscou solicitou ainda que o secretário-geral da ONU, António Guterres, e o chefe da AIEA também participem do encontro.

A Ucrânia, por sua vez, considerou "muito estranho" que a missão da AIEA à central nuclear de Zaporizhzhia tenha durado apenas duas horas, mas reservou-se ao direito de ver o laudo pericial.

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"É muito estranho, na minha opinião. O lado ucraniano acredita que uma missão desse nível é principalmente uma missão de engenharia, físico-nuclear, não veio apenas para olhar para o sala de jantar ou certas salas, mas é uma missão que tem algoritmos específicos para estudar o que acontece com o mecanismo de controle de uma infraestrutura tão complexa como uma usina nuclear", declarou Mykhailo Podolyak, assessor do gabinete do presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, citado pelo portal Ukrainska Pravda.

De acordo com o porta-voz ucraniano, "há um risco de segurança, então é surpreendente que tenha durado apenas 2 horas. Mas a AIEA diz que manterá alguns de seus membros permanentemente lá". "Vamos ver", concluiu Podolyak.

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