Agravamento da situação na Ucrânia pode encorajar Kiev a conversar com Moscou, diz diplomata da Bielorrússia

Vladimir Makei disse que as autoridades da Bielorrússia sempre viram as negociações como a única saída para conflitos como o atual na Ucrânia

Erdogan, presidente da Turquia, saúda a reunião entre Rússia e Ucrânia, em março
Erdogan, presidente da Turquia, saúda a reunião entre Rússia e Ucrânia, em março (Foto: Reuters)


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TASS - O agravamento da situação na Ucrânia poderia levar Kiev a negociar com Moscou, disse o ministro das Relações Exteriores da Bielorrússia, Vladimir Makei, ao Izvestia nesta sexta-feira (14).

"As negociações só podem ter sucesso se houver vontade política de todas as partes envolvidas. A menos que isto ocorra, não haverá sucesso, não importa onde as negociações sejam realizadas - na Bielorrússia, na Turquia ou mesmo na Antártida. Infelizmente, não vejo nenhuma vontade política hoje, pelo menos do lado ucraniano. Estou pessimista quanto a isso e acho que só um agravamento da situação no país pode levar à decisão" de negociar", disse Makei em uma entrevista ao Izvesia, comentando uma proposta recente da presidente do Conselho da Federação Russa, Valentina Matviyenko, para os legisladores ucranianos e russos sentarem e negociarem. A presidente da câmara alta do parlamento russo disse em 6 de outubro que os parlamentares ucranianos ignoraram seu convite.

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O chefe de política externa da Bielorrússia disse que as autoridades de seu país sempre viram as negociações como a única saída para conflitos como o atual na Ucrânia.

Mais cedo, Makei disse ao Izvestia que uma operação antiterrorista foi declarada na Bielorrússia depois que surgiram relatos sobre provocações sendo tramadas no país por vários de seus vizinhos. Falando em uma reunião de segurança na segunda-feira, o líder bielorrusso, Alexander Lukashenko, disse que "hoje, a Ucrânia não está apenas discutindo, mas planejando ataques ao território bielorrusso". Embora ele tenha dito que os próprios ucranianos "absolutamente não precisam disso", eles "estão sendo empurrados por seus patronos para desencadear uma guerra contra a Bielorrússia" para arrastar os bielorrussos para o conflito e "lidar com a Rússia e a Bielorrússia simultaneamente".

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