Adiamento da posse de Chávez gera conflito com oposição

Constituição venezuelana prevê a convocação de novas eleições se o mandatário não tiver condições de assumir o cargo até 10 de janeiro

Adiamento da posse de Chávez gera conflito com oposição
Adiamento da posse de Chávez gera conflito com oposição (Foto: HANDOUT)


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Reuters - A possibilidade de adiar a data de posse do presidente venezuelano, Hugo Chávez, que se recupera de uma cirurgia contra o câncer, colocou em conflito o governo e a oposição, que exige respeito aos prazos legais e defende convocar novas eleições se o mandatário não tiver condições de assumir o cargo até 10 de janeiro.

O militar aposentado de 58 anos está há mais de uma semana no hospital após uma cirurgia e na segunda-feira sofreu uma infecção respiratória que já foi controlada, disse o governo, acrescentando que ele deve permanecer em repouso absoluto nos próximos dias, o que levanta dúvidas adicionais sobre sua recuperação.

"Agora estamos concentrados em oração, em fé, no tratamento médico, científico, do melhor do mundo, para que nosso comandante-chefe e presidente cumpra em 10 de janeiro o sagrado dever que o povo lhe deu de jurar o próximo mandato", disse o vice-presidente, Nicolás Maduro.

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A Constituição venezuelana estabelece que o presidente recentemente reeleito para um novo mandato, que o levará a governar até 2019, deve fazer um juramento diante da Assembleia Nacional em 10 de janeiro.

O também chanceler reafirmou que o governo trabalha "sobre esse cenário de sua recuperação, com absoluta lealdade".
Contudo, o chefe da Assembleia da Venezuela, Diosdado Cabello, acredita que a posse de Chávez poderia ser adiada, porque a vontade do povo é mais importante do que uma data especificada na Constituição.

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"Você não pode prender a vontade de um povo a uma data. Então, se você não faz naquele dia, se não for no 10 (de janeiro), a vontade de 8 milhões de pessoas não vale?", disse Cabello, que também é líder do partido governista PSUV, segundo o jornal El Nacional nesta quarta-feira.

O político, que como presidente do Poder Legislativo teria a responsabilidade de convocar novas eleições se Chávez não assumir em janeiro, disse estar expressando sua opinião pessoal sobre o que estabelece a Constituição.

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Cabello disse que o Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) ainda não fez um pedido de adiamento do dia da posse, pois o cenário que se coloca neste momento é que o presidente estará de volta no início do ano.

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