ABI aciona ONU para monitorar caso Roberto Jefferson e pede defesa do Judiciário brasileiro

Em documento, ABI caracterizou os ataques à ministra Cármen Lúcia como "grave violação à sua independência funcional" e citou a resistência de Jefferson à prisão

Roberto Jefferson chega ao presídio de Benfica, no RJ
Roberto Jefferson chega ao presídio de Benfica, no RJ (Foto: Reprodução/TV Globo)


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247 - A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) enviou um documento à ONU pedindo que acompanhe os desdobramentos do caso Roberto Jefferson (PTB-RJ) e se posicione em defesa do Judiciário brasileiro e contra as "graves violações de direitos humanos" cometidas no Brasil, informa a coluna do Lauro Jardim no jornal O Globo.

O documento foi redigido pelo advogado Carlos Nicodemus e enviado ao relator especial sobre Independência de Juízes e Advogados da ONU, Diego Garcia-Sayán. O texto cita a crescente instabilidade política no Brasil e o aumento do discurso de ódio e ataques contra instituições públicas. Também é mencionado que uma das principais pautas na atual campanha eleitoral é a da descredibilização da Justiça e do sistema eleitoral.

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Em relação ao caso Roberto Jefferson, a ABI caracterizou os ataques à ministra Cármen Lúcia, do STF, como "grave violação à sua independência funcional", e citou a resistência de Jefferson à prisão, quando o ex-deputado disparou mais de 20 tiros de fuzil e duas granadas contra agentes da Polícia Federal.

"A independência do Poder Judiciário e da Administração da Justiça é elemento primordial para um Estado Democrático de Direito. Por esta razão, os membros do Poder Judiciário devem ter autonomia no exercício de suas funções, sem que haja a possibilidade de intervenções, represálias e ataques decorrentes deste exercício regular", diz um trecho do texto.

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