Abbas anuncia saída dos Acordos de Oslo após decisão dos EUA sobre Jerusalém

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou hoje (13) que considera que já não estão em vigor os Acordos de Oslo, e qualquer outro assinado desde então, como consequência da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel; "A decisão sobre o Jerusalém nos libera de todo acordo que tenhamos assinado. Por exemplo, os Acordos de Oslo. Nós o assinamos, mas agora já não são vinculativos para nós", disse Abbas durante a cúpula extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou hoje (13) que considera que já não estão em vigor os Acordos de Oslo, e qualquer outro assinado desde então, como consequência da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel; "A decisão sobre o Jerusalém nos libera de todo acordo que tenhamos assinado. Por exemplo, os Acordos de Oslo. Nós o assinamos, mas agora já não são vinculativos para nós", disse Abbas durante a cúpula extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul
O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou hoje (13) que considera que já não estão em vigor os Acordos de Oslo, e qualquer outro assinado desde então, como consequência da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel; "A decisão sobre o Jerusalém nos libera de todo acordo que tenhamos assinado. Por exemplo, os Acordos de Oslo. Nós o assinamos, mas agora já não são vinculativos para nós", disse Abbas durante a cúpula extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul (Foto: Aquiles Lins)


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Agência EFE - O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, anunciou hoje (13) que considera que já não estão em vigor os Acordos de Oslo, e qualquer outro assinado desde então, como consequência da decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. A informação é da agência EFE.

"A decisão sobre o Jerusalém nos libera de todo acordo que tenhamos assinado. Por exemplo, os Acordos de Oslo. Nós o assinamos, mas agora já não são vinculativos para nós", disse Abbas durante a cúpula extraordinária da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI) em Istambul.

"Já não estamos comprometidos com nenhum acordo, desde o de Oslo até hoje", acrescentou o líder palestino em discurso na cúpula no qual anunciou o fim do papel dos EUA como mediador no conflito.

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Os acordos de Oslo, assinados em 1993, estabeleceram o reconhecimento internacional da Autoridade Palestina como corpo administrativo em Cisjordânia e Gaza, e assentaram a base para a colaboração administrativa entre o governo israelense e organismos palestinos nos territórios ocupados. A mediação entre Israel e a Palestina foi dos Estados Unidos.

Abbas insinuou nesta quarta-feira que poderia abandonar os assuntos administrativos civis, como os serviços de saúde, e devolver toda a responsabilidade a Israel. "Nós não temos autoridade. Por que deveríamos nos responsabilizar? Os senhores são o Estado ocupante", declarou.

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"A decisão de transferir a embaixada para Jerusalém é uma clara violação da lei internacional. Expressamos nossa plena rejeição desta decisão, que chegou em um momento no qual pensávamos que poderíamos trabalhar juntos para uma paz ampla", destacou Abbas.

"Trump fez o contrário. Provocou todo o mundo. Os Estados Unidos escolheram perder sua capacidade de mediador e se desqualificaram para participar do processo de paz. Mostraram sua parcialidade", lamentou o dirigente palestino.

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"Os Estados Unidos já não são mediadores. Já não é aceitável. Já não queremos a mediação americana", reforçou. Abbas pediu a todo o mundo que empregue sanções ou pressões econômicas contra os Estados Unidos, já que "todo o mundo olha pelo seu interesse e devem sentir que estão pagando um preço".

"A decisão de Trump oferece Jerusalém a Israel como presente, algo unilateral, como se lhes presenteasse uma cidade americana", acrescentou.

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"A decisão provocará grupos extremistas a transformar o conflito político em religioso. Que assim seja. O mundo sofrerá as consequências e deve assumir a responsabilidade", advertiu Abbas.

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