A imagem de Obama na Time
À primeira vista, a foto nos passa a impressão de que foi tratada para mostrar um Obama idoso. Segundos depois, porém, percebemos que estamos diante do presidente "atual"
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Não preciso esconder de nenhum leitor a admiração que tenho pelo atual presidente dos EUA, Barack Obama.
Sou um entusiasta do Democrata desde sua primeira eleição, em 2008. Quatro anos depois, não poderia mudar de time.
Contra todos os prognósticos dos "especialistas", Obama foi eleito, pela segunda vez, capa da revista Time como a Personalidade do Ano em 2012. A foto é uma das mais emblemáticas que eu já vi.
À primeira vista, nos passa a impressão de que a imagem foi tratada para mostrar um Obama idoso. Segundos depois, porém, percebemos que estamos diante do presidente "atual". Não há cargo no mundo com mais pressão. O envelhecimento rápido da pessoa que esteja na Casa Branca é implacável.
Barack Obama tomou posse com a promessa da mudança – "change". Sua campanha foi uma das mais inovadoras dos últimos tempos. Pela primeira vez, as famosas redes sociais entraram no jogo político com força. Foi um sucesso absoluto.
Eleito, o Democrata entendeu a frase de Vinicius de Moraes – "o buraco é mais embaixo".
Logo de cara, duas guerras, a maior recessão econômica desde 1929, desconfiança interna e externa, terrorismo ainda vivo etc.
Obviamente não cumpriu todas as suas promessas. Talvez a que mais foi sentida foi a de não desativar o castelo de horrores de Guantánamo.
No campo militar, concentrou suas atenções no Afeganistão, relegando o Iraque para o segundo escalão. Na caçada aos "homens maus", sua equipe matou Osama Bin Laden, a cabeça pensante da tragédia de 11/9.
Nem tudo foram flores para o presidente nessa área. A pior passagem aconteceu neste ano, no episódio da morte do embaixador americano na Líbia. O governo demorou para apresentar uma versão razoável do que efetivamente ocorreu.
Quando divulgou, foi desastroso e gerou dúvidas nos congressistas Republicanos.
Na economia, a situação era desesperadora. Hoje, um pouco menos caótica. Obama concedeu bilhões de dólares em incentivos e evitou que Washington despencasse no abismo da depressão. Se a ajuda financeira não tivesse vindo, a situação seria muito pior.
Atualmente o desemprego está abaixo dos 8%. Barack já encarou uma taxa acima dos 10%. Melhorou, mas ainda falta muito.
E por que a Time escolheu novamente Obama, que já foi capa de destaque em 2008? "Por encontrar e forjar uma nova maioria, por converter a fragilidade em uma oportunidade e por buscar, em meio a uma grande diversidade, criar uma união mais perfeita", afirmou o editor da publicação, Rick Stengel.
O jornalista também lembrou que "Obama é o primeiro presidente Democrata desde Franklin D. Roosevelt que teve mais 50% dos votos em eleições consecutivas e o primeiro presidente desde 1940 a ganhar uma reeleição com taxa de desemprego superior 7,5%".
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