"A China não é a União Soviética e seus interesses estão interligados com os EUA", diz embaixador chinês
Movimentações dos EUA no cenário internacional evidenciam o ressurgimento da mentalidade da Guerra Fria. A China ressalta os interesses em comum
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247 - Em meio às medidas anti-China implementadas pelo governo de Joe Biden, o embaixador chinês nos EUA, Qin Gang, lembrou que o país asiático "não é a União Soviética".
A Casa Branca boicotou os Jogos Olímpicos de Inverno em Pequim, citando "genocídio" em Xinjiang. A China condena a campanha de "mentiras" conduzida pelos EUA. A formação do pacto de segurança entre EUA, Reino Unido e Austrália é mais uma evidência do ressurgimento da mentalidade da Guerra Fria.
O embaixador pediu aos EUA "cautela" especialmente em Taiwan, que, segundo ele, pode se tornar um ponto de conflito. Ele ainda afirmou que a China não deve entrar em conversas com os EUA para reduzir o seu estoque de armas nucleares, por conta da disparidade de arsenais.
Os comentários foram feitos durante uma coletiva de imprensa na segunda-feira e publicados pela embaixada chinesa na sexta-feira.
“Por que há uma sensação de que uma nova Guerra Fria está voltando? É porque algumas pessoas nos Estados Unidos nutrem uma mentalidade de Guerra Fria e tratam a China como a ex-União Soviética", disse.
“Mas a China não é a ex-União Soviética e os EUA não são os EUA de 30 anos atrás, e os interesses dos dois países estão intimamente ligados”, prosseguiu.
Os EUA são o maior parceiro comercial da China. Neste ano, o comércio bilateral vai superar $700 bi em 2021.
"A competição não deve ser um 'jogo de soma zero', muito menos um 'você perde, eu ganho' ou 'Eu ganho, você perde', mas deve ser justa e saudável", disse Qin. (Com informações do South China Morning Post).
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