'A chave da extrema direita não é sua dimensão política, mas sua dimensão judicial e midiática', diz líder do Podemos espanhol

"Eles recorrem à normalização da mentira como arma midiático-ideológico-política para atingir seus objetivos", avalia Pablo Iglesias

Pablo Iglesias
Pablo Iglesias (Foto: Reuters)


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247 - O líder do partido espanhol Podemos, Pablo Iglesias, avalia que a grande mídia da América Latina, em conjunto com setores do Judiciário,  atua como uma espécie de agente político hostil "para minar as lideranças progressistas “por meio da normalização da mentira.

“A chave dessa extrema direita não é tanto sua dimensão política, mas sua dimensão judicial e midiática. Em outras palavras, a extrema direita não é um fenômeno apenas no campo dos partidos políticos, mas também no Judiciário, nas forças e órgãos de segurança, em setores do exército e também na mídia, que assumiram a tese da Fox rede de notícias em relação aos chamados "fatos alternativos", que é basicamente a normalização da mentira, porque não há fatos alternativos, mas os fatos são os fatos. Mas eles recorrem à normalização da mentira como arma midiático-ideológico-política para atingir seus objetivos. É claro que isso implica desafiar todas as regras do jogo da democracia e nos permite falar em golpe”, disse Iglesias à revista Jacobin.

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Na entrevista, Iglesias também destacou que os governos progressistas precisam atuar no combate à inflação direcionando a questão para os “setores mais privilegiados da sociedade”. ,”O que um governo progressista pode fazer – ou o que deve fazer – é direcionar a inflação para os setores mais privilegiados da sociedade, que têm uma capacidade muito maior de resistir a esse golpe inflacionário. que influenciam através de seus braços midiáticos para fazer com que os trabalhadores e a sociedade paguem pela inflação”.

Questionado sobre a guerra na Ucrânia, Iglesias disse que a subordinação dos países europeus aos interesses da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) colocou “a Europa em um beco sem saída e as consequências econômicas e a violência social que a dinâmica do conflito trará podem derrubar boa parte dos governos europeus”. “Nesse sentido, o que estamos vendo na Itália pode ser uma das primeiras peças do dominó e abrir as portas para que setores da extrema direita ganhem ainda mais poder político na Europa. A guerra na Ucrânia está ameaçando o que restou do estado de bem-estar social e das liberdades civis na Europa”, completou.

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